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MP vai fiscalizar hospitais para identificar problemas

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A Promotoria de Saúde de Ponta Grossa acionou a Vigilância Sanitária do Estado do Município para intensificar as fiscalizações nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade. A intenção é definir um diagnóstico completo sobre as condições da saúde pública no município.

A força-tarefa deve ser iniciada pelos três hospitais públicos de Ponta Grossa: Hospital Municipal Amadeu Puppi, Hospital da Criança João Vargas (HC) e Hospital universitário Regional dos Campos Gerais (HURCG). Entretanto, as instituições privadas que prestam serviços pelo SUS também serão alvos das inspeções.

A operação ‘pente fino’ surgiu após a ação da Vigilância Sanitária do Estado, em parceria com a Vigilância Municipal, identificar uma série de irregularidades no Hospital Evangélico. A fiscalização chegou a interditar um aparelho de raio-x com isolamento inadequado e um autoclave. A força-tarefa contou com 18 agentes e resultou em um relatório de vistoria que abrangeu todos os setores da casa hospitalar.

Com o recebimento dos laudos da operação pente fino, o Ministério Público Estadual (MPE) acompanha a definição dos prazos junto à 3ª Regional de Saúde do Paraná e a administração do Hospital Evangélico, para que todas as irregularidades identificadas sejam sanadas.

De acordo com o promotor de Justiça Fabio Grade, a ideia é levar a mesma operação aos outros hospitais. “Já conversamos com a 3ª Regional de Saúde e com o município, para iniciar um trabalho de vistorias minuciosas nos hospitais públicos e conveniados”, afirma. “O objetivo é a gente ter, dentro de um ano, um diagnóstico mais preciso sobre a situação da saúde em Ponta Grossa”, completa. Grade explica que as vistorias ocorrem com frequência nas casas de saúde, mas além de não serem minuciosas não têm acompanhamento sistemático do MP. “A diferença é que vamos acompanhar de perto o processo”, diz. Ainda não há data para o início das fiscalizações. Com falta de pessoal e alta demanda de estabelecimentos a serem fiscalizados, os órgãos da Vigilância encontram dificuldades para a operação.

MP cobra explicações da Prefeitura

A Prefeitura de Ponta Grossa não conseguiu cumprir os compromissos assumidos com a Promotoria de Saúde para sanar as irregularidades do Hospital da Criança João Vargas, que segue sem Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e com Centro Cirúrgico interditado segundo o Ministério Público Estadual (MP). Dos mais de 50 itens do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em dezembro de 2014, menos da metade foi atendido pelo município. Embora o TAC estabeleça multas diárias e até mesmo a interdição total ou parcial do Hospital da Criança pelo descumprimento, o promotor de Justiça Fabio Grade se reúne na terça-feira com o prefeito Marcelo Rangel (PPS) em busca de alternativas.

Informações do Jornal da Manhã.

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