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Demissão de médico do Evangélico preocupa vereadores

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Afonso Verner

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O presidente da Comissão Especial de Investigação (CEI) das Maternidades, Pietro Arnaud (PTB), pretende esclarecer os motivos do afastamento do diretor do Corpo Clínico do Hospital Evangélico, Adilberto Souza Raymundo.

Confirmada na noite de terça-feira, a demissão de Raymundo ocorre após uma série de denúncias contra as condições de trabalho e falta de estrutura do Evangélico. O médico considerou o afastamento ilegal e acusou a administração do hospital de constrangimento.

Segundo Pietro, o afastamento de Raymundo desguarneceu a instituição por mais de uma hora, na noite de terça. “É lamentável que o hospital tenha ficado sem plantonistas por este período, com várias gestantes precisando de atendimento”, disse. “Vamos convidar o doutor e mais uma enfermeira, que também foi demitida, para entender a situação”, completou.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, o ex-diretor do Corpo Clínico contou que foi humilhado e impedido de entrar no Evangélico por seguranças. “Tinha uma cesariana marcada para às 19 horas e o procedimento seria iniciado às 17h40, mas me barraram e falaram que eu não fazia mais parte do quadro do hospital”, afirmou. De acordo com Raymundo, após vários apelos a administração do hospital autorizou sua entrada para finalizar o procedimento. “Eu ia fazer o plantão e fui barrado, o hospital ficou até a meia-noite sem plantonista”, disse. O JM não conseguiu contato com a direção do Evangélico.

Informações do Jornal da Manhã

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