Pesquisa revela impactos da pandemia na economia de PG
Estudo foi realizado pelo Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas da UEPG

Estudo foi realizado pelo Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas da UEPG
Uma pesquisa feita pelo Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas (Nerepp), do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) mostra os impactos da Covid-19 no comércio da cidade. Com dados coletados entre 14 e 21 de abril, o estudo buscou realizar um mapeamento dos impactos da pandemia da Covid-19 na economia da cidade.
Os resultados foram demonstrados junto à Câmara Técnica Permanente de Comércio e Serviços do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Ponta Grossa (CDEPG) nesta segunda-feira (27). O questionário da pesquisa foi respondido por 468 empresas dos setores como agricultura, indústria, serviços e comércio. Clique aqui para conferir o estudo na íntegra.
De acordo com a professora Augusta Pelinski Raiher, pesquisadora do Nerepp, Considerou-se como população o total de estabelecimentos formais 8.664 da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2018, com isso, ela afirma que está se trabalhando com um nível de confiança de 95% e margem de erro de 4%.
Setor com maior número de respostas
A área do comércio varejista foi a que mais respondeu a pesquisa, correspondendo a 24%, seguida da Gastronomia/Bares/Restaurantes (12%) e da Construção Civil e da Manutenção (cada uma com 10% de participação). Dessas áreas, mediu-se o total de estabelecimentos essenciais, identificando um percentual de 34%. As áreas do agronegócio, comércio atacadista, saúde, manutenção, transporte de cargas, construção civil e indústria, apresentaram mais da metade de seus estabelecimentos como essenciais.
Queda no faturamento
Augusta salienta que entre os principais resultados está a queda no faturamento, principalmente nas empresas pequenas e não essenciais, como também que elas não conseguem sobreviver muito tempo se mantidas as restrições. Além disso, o impacto no emprego foi intenso, 50% das empresas já tomaram medidas de demissão até o momento.
“Foi identificado que as medidas do governo ainda não foram significativas para amenizar os impactos nas empresas. Porém, foi diagnosticado que as empresas que estão fazendo diferente, se reinventando, conseguiram um sucesso maior para manter as receitas”, explica a professora que não vê um cenário favorável caso prossiga ou volte restrições na abertura no comércio e nos serviços.
Com informações da assessoria.





















