Suspeito morre em tiroteio e moradores hostilizam PM
A madrugada foi tensa para os moradores do bairro de Olarias, em Ponta Grossa, próximo ao antigo terreno da Imcopa – indústria de grãos desativada há oito anos. Por volta de meia-noite e meia deste domingo (16), uma troca de tiros entre o Pelotão de Choque da Polícia Militar e um suspeito terminou com a morte de Thiago Nascimento Oliveira, de 23 anos.
Ele teria resistido a uma abordagem dentro de um bar e, durante a fuga, disparado contra a equipe policial. A situação revoltou moradores da região e amigos da vítima, que hostilizaram a PM durante a retirada do cadáver – com pedras, xingamentos e gritos de “assassinos!”.
O caso
O Pelotão de Choque da Polícia Militar foi até um bar nas proximidades para averiguar uma denúncia de disparo de arma de fogo. Quando chegou ao local, a equipe não encontrou nenhum revólver e retornou ao patrulhamento pela região.
Minutos depois, uma nova denúncia fez com que os policiais voltassem ao bar – moradores teriam afirmado que um homem retornou ao local e disparou mais alguns tiros para o alto, como se tivesse ‘comemorando’ a saída da PM.
Durante a chegada da equipe, Thiago fugiu pela janela do local e entrou em um arroio, no terreno abandonado da Imcopa, e disparou contra os policiais. A perseguição ainda envolveu outra equipe do Pelotão de Choque, que conseguiu localizar o suspeito. Durante a troca de tiros, Thiago foi alvejado na região da costela.
A Polícia Militar acionou o socorro médico do Siate e do Samu, mas o suspeito já estava morto no momento da chegada das equipes ao local. Com Thiago foi encontrado um revólver calibre .38, três munições deflagradas e outras três intactas, além de uma pequena quantidade de maconha.
Revolta
O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para recolher o corpo de Thiago Nascimento Oliveira. Enquanto o Pelotão de Choque aguardava a chegada da perícia, os moradores da região e os amigos da vítima passaram a hostilizar os policiais.
A população lançou dezenas de pedras contra as viaturas – inclusive após a chegada dos outros órgãos. Aos gritos de “assassinos” e uma série de xingamentos, o corpo de Thiago foi recolhido e levado até a sede do IML. A Polícia Científica também esteve no local.





















