Comércio de Ponta Grossa 'amarga' queda de 9,7%

O comércio varejista de Ponta Grossa vive um de seus piores momentos dos últimos anos. A pesquisa conjuntural realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio PR) mostra que, entre janeiro e junho, as vendas no varejo tiveram uma retração de quase 10%, na comparação com o mesmo período no ano passado.
A baixa, de 9,7% no primeiro semestre, é a maior entre todas as seis regiões do Estado pesquisadas (Região Metropolitana de Curitiba, Londrina, Maringá, Oeste e Sudoeste), e 6,21% inferior à média estadual, onde a queda acumulada é de 3,56%. Depois de Ponta Grossa, a região que teve a maior retração foi a Sudoeste, com baixa de 5,05%; enquanto a que teve a menor retração foi Maringá, onde a queda foi de 1,81%.
A retração também foi observada nas comparações mensais. Em relação ao mesmo mês de junho em 2014, a queda foi de 9,52%; enquanto que em comparação com o mês anterior (maio), a redução nas vendas foi de 4,23%. Entre os 12 segmentos do comércio avaliados, oito apresentaram uma queda nas vendas neste ano. Apenas os setores de livraria e papelaria, materiais de construção, lojas de departamentos e combustíveis que tiveram um crescimento em relação a 2014, de 7,57%, 5,63%, 3,74% e 1,22%, respectivamente. Três segmentos tiveram queda nas vendas acima de 10%: supermercados (12,73%), móveis e utilidades domésticas (22,97%) e concessionárias de veículos (28,62%).
Para o Secretário de Indústria e Comércio, Paulo Carbonar, a baixa representa a crise nacional. “Eu vejo que o reflexo foi grande, mas poderia até ter sido pior se as medidas de desenvolvimento não tivessem sido alcançadas com sucesso. A desaceleração foi maior que em outros municípios, mas fazemos trabalhos de infraestrutura, como no aeroporto, para que traga mais desenvolvimento para o comércio local”, diz. Com isso, muitas lojas acabaram encerrando as atividades. “Isso é ruim para todo mundo; infelizmente, na crise, algumas lojas fecham; em compensação, novas oportunidades aparecem”, completa.
Baixa nas vendas eleva o desemprego em Ponta Grossa
A retração nas vendas refletiu, também, em uma baixa no mercado de trabalho, gerando demissões. A pesquisa mostra que houve uma redução de 7,52% no nível de emprego. Isso derrubou, também, a folha de pagamentos: apesar dos reajustes salariais anuais, há uma defasagem de 2,77% nos salários em relação à massa salarial da categoria no primeiro semestre do ano passado. O setor que mais gerou demissões foi o de móveis e utilidades domésticas, onde o nível de emprego caiu 32%. Por outro lado, o setor de livrarias elevou em 14% o nível de emprego.
Informações do Jornal da Manhã





















