Inquérito do Moto Clube de PG deve ser prorrogado
O prazo para o término do inquérito de investigação das três mortes registradas no Moto Clube de Ponta Grossa deve ser prorrogado. Hoje (12) os assassinatos completam um mês e a delegada Tânia Sviercoski, responsável pelo caso, informou ontem (11) que deverá pedir a prorrogação de 30 dias para o término das investigações.
O crime foi registrado no dia 12 de julho no Moto Clube de Ponta Grossa. Duas pessoas morreram na hora e outra faleceu já no Hospital - Thiago de Andrade, 31 anos de idade, e Marcelo Elias, 33, morador de Ponta Grossa, foram atingidos e morreram ainda no local da briga. João Paulo França Stoll foi socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros e levado até a Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa, mas faleceu na madrugada do dia seguinte.
Polícia continua trabalhando, garante delegada
De acordo com Tânia, chefe de Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, as investigações são sigilosas e alguns dados obtidos não podem ser divulgados. "A Polícia Civil não está parada, continuamos trabalhando para encontrar os suspeitos do crime. Pela complexidade da investigação, devo pedir a prorrogação do prazo do inquérito por mais 30 dias", contou a delegada.
Suspeito do crime segue foragido
Donizete José de Almeida, conhecido como ‘Moicano’, segue foragido desde a data do crime. Donizete foi apontado pelo delegado Danilo Cesto como o principal suspeito do crime - Cesto conduziu as investigações no começo do caso. O delegado chefe da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa apontou Moicano como o mentor do crime. “Ele [Donizete] foi até o local e atirou, junto de outras duas pessoas, contra as vítimas”, explicou Cesto.
A prisão preventiva de Moicano foi decretada no dia 16 de junho e teria validade por 30 dias, mas pode ser prorrogada a qualquer momento. Mesmo foragido, Moicano chegou a conceder uma entrevista ao SBT em Curitiba.
Advogado não fala com Moicano há 12 dias
O advogado Fábio Massoller Bonetto, responsável por defender Donizete no caso, conversou na manhã de ontem (11) por telefone com a equipe de reportagem do portal aRede. A advogado contou que não consegue contato com Moicano há pelo menos 12 dias. "Sinceramente, eu gostaria de conseguir contato com ele. Mas há pelo menos 12 dias não consigo falar com o Donizete", contou Bonetto.
Fábio explicou que o medo ainda assusta os envolvidos no caso - tanto as vítimas, como os suspeitos do crime. "Inegavelmente duas pessoas entraram no local [Moto Clube] e efetuaram os disparos naquela noite. Algumas as provas testemunhais apontam Donizete como o mentor do crime, mas nenhuma testemunhas diz que viu ele atirar", explicou.
O advogado disse que Donizete continua negando qualquer envolvimento com crime.
Novas testemunhas
Bonetto havia pedido à Polícia Civil que novas pessoas fossem ouvidas durante as investigações. Os novos depoimentos foram colhidos na última semana em Curitiba, através de precatórias, e devem ser enviados para Ponta Grossa e inseridos no inquérito. Para Fábio, novas testemunhas podem apontar novos caminhos para o caso.





















