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Sandro busca verbas para maternidade da Santa Casa

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Afonso Verner

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Ao lado da diretora da 3ª Regional de Saúde, Sheila Mainardes, e da secretária de Saúde de Ponta Grossa, Ângela Pompeu, o deputado federal Sandro Alex (PPS) solicitou o credenciamento da Santa Casa de Misericórdia no programa Rede Cegonha, do Ministério da Saúde.

Reivindicada por lideranças políticas do município, a inclusão no programa garante a ampliação de repasses federais à maternidade da instituição. “A Rede Cegonha existe, hoje, nas regiões metropolitanas do Paraná. Precisamos que o Ministério de Saúde autorize o programa no município de Ponta Grossa”, afirmou.

De acordo com o parlamentar, o credenciamento no Rede Cegonha eleva as diárias dos leitos hospitalares para R$ 800,00. Atualmente, os repasses pelos internamentos são de aproximadamente R$ 400,00. “Para a Santa Casa, que tem os custos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, isso é imprescindível”, defendeu Sandro.

Além da ampliação nas diárias, a Rede Cegonha garante mais recursos para instituições que possuem atenção materno infantil e UTI neonatal. A inclusão da Santa Casa ganhou força com a solicitação do secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo, que cobrou a ampliação do Rede Cegonha em todo o Paraná. Caputo afirmou que o aumento nos repasses é um direito do Paraná, pois o Estado já implantou ambas as redes em todo o seu território. “Enfrentamos uma política desigual dentro e fora do Estado. Há uma série de distorções nos repasses federais que precisam ser solucionadas e que estão pressionando muito o orçamento de municípios e hospitais”, disse.

A diferença nos valores repassados vem causando descontentamento entre os prestadores da rede pública de saúde. Em Irati, o déficit mensal da UTI Neonatal da Santa Casa chega a R$ 120 mil, devido à falta de revisão da tabela de remuneração dos procedimentos do SUS.

SAÚDE - Paraná cobra mais R$ 289 mi

O pedido do Governo do Estado junto à bancada paranaense em Brasília, para que o Ministério da Saúde inclua hospitais, maternidades e prontos-socorros de todo o Estado e não só das regiões de Curitiba, Londrina e Maringá, como ocorre hoje, deve ampliar expressivamente os repasses federais. Segundo apontamentos da Secretaria de Estado da Saúde, a medida garantiria R$ 289 milhões a mais por ano ao Paraná, sendo R$ 60 milhões referentes à habilitação da Rede Cegonha (atenção materno-infantil) e outros R$ 229 milhões da habilitação da Rede de Urgência e Emergência.

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