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Falta de Central dificulta controle de leitos em PG

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Há mais de um ano de transferência da Central Reguladora de Leitos de Ponta Grossa para Curitiba, o município segue sem controle na gestão de vagas para internação hospitalar.

Com a absorção da cidade à Unidade Reguladora (URL) da Macrorregião Leste, a 3ª Regional de Saúde perdeu a gestão sobre as vagas nos hospitais da região e todos os processos de internamento são concentrados na capital.

Das cidades de médio porte do Paraná, Ponta Grossa é a única que não possui a regulação própria. A extinção da URL no município foi efetivada em fevereiro do ano passado e gerou mobilização de lideranças locais. Membro da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, o vereador Pascoal Adura (PMDB) diz que a mudança burocratizou e tornou mais lento o processo de internação. “Este é um problema seríssimo, hoje temos que entrar no sistema, solicitar a vaga por Curitiba e esperar uma resposta”, conta. “Antes apenas se não houvesse vagas no município nós acionávamos a Central do Estado”, completa.

Com a implantação do novo sistema, os pacientes dos Campos Gerais passaram a ser geridos junto a outras seis Regionais de Saúde. Além de Ponta Grossa, a URL Macro Leste, na capital paranaense, é responsável pela gestão dos leitos da Regional de Paranaguá, Metropolitana, Irati, Guarapuava, União da Vitória e Telêmaco Borba.

As internações são feitas a partir da internet, através do contato das instituições de saúde com a Central e sem participação das regionais. “Não é função da Regional (de Saúde) intermediar leitos, ela faz um trabalho administrativo, não faz a gestão dos leitos”, explica o diretor de Políticas de Urgência da Secretaria de Estado da Saúde (SESA), Vinicius Filipak.

Em relação ao controle dos leitos, o diretor afirma que é responsabilidade dos hospitais alimentar o sistema com todas as informações sobre os pacientes internados. “Não temos um auditor ao lado de cada leito, mas os prestadores de serviço têm obrigação de atualizar estas informações e, se houver suspeita de alguma falha pode ser deflagrada uma auditoria para verificar a situação”, diz.

Comissão inclui leitos em apuração

A Comissão Especial de Investigação (CEI) das Maternidades incluiu a falta de leitos no município nas linhas de trabalho. Criada para diagnosticar os atendimentos a gestantes e recém-nascidos, a CEI tem mostrado preocupação com a falta de controle do município sobre as vagas hospitalares. “Hoje a gente não sabe quantos leitos existem na cidade”, afirma o presidente da investigação, Pietro Arnaud (PTB). “Queremos apurar se realmente não havia leitos no município para aquela recém-nascida transferida em junho para Campo Largo”, comenta.

Informações do Jornal da Manhã.

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