Há um ano, radares em rodovias estão estragados
Pelos menos três lombadas eletrônicas da BR-376, trecho urbano conhecido como Avenida Presidente Kennedy em Ponta Grossa, estão sem funcionar. De responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF), elas são utilizadas principalmente para o controle de velocidade dos veículos que trafegam pelo local – a máxima permitida é de 80 quilômetros.
Segundo o inspetor da PRF, Haroldo Luís Hauch Júnior, a garantia dos equipamentos expirou. “Por conta disso, precisamos fazer uma licitação para que a manutenção seja realizada”, explica.
De acordo com o inspetor, para dar sequência ao procedimento, é necessário um levantamento de quanto isso vai custar aos cofres públicos. “Estamos fazendo essa pesquisa juntamente com a CCR Rodonorte, concessionária que administra o trecho. De posse disso, encaminharemos o pedido até o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Estado do Paraná para que seja feita a liberação da verba”, comenta.
Além das lombadas eletrônicas da Avenida Presidente Kennedy, equipamentos sem funcionamento podem ser vistos na Avenida Souza Naves, trecho urbano da BR-373, também administrado pela PRF. “É a mesma situação. Alguns aparelhos precisam da substituição total de peças. Somente após a licitação teremos dinheiro para realizar isso”, afirma o inspetor. Nesta via ainda existem alguns radares sem operação. “Na Avenida Souza Naves o problema é ainda maior, pois a circulação de pedestres no local é grande”, diz.
Procurada, a assessoria de imprensa da Rodonorte afirmou que a responsabilidade pelos aparelhos recai sobre a PRF e que apenas executa reparos simples nos equipamentos.
CASO SCHEIFER -Lombada eletrônica foi derrubada por carreta
Um dos equipamentos da Avenida Presidente Kennedy está sem operação há pelo menos 365 dias. A lombada eletrônica foi derrubada por uma carreta que invadiu a pista contrária e acabou matando cinco pessoas das famílias Scheifer e Machado. O caso completou um ano na última segunda-feira. O principal suspeito de causar o acidente, o caminhoneiro Rafael Conrado, responde ao processo em regime fechado na Cadeia Pública Hildebrando de Souza.
Todas as vítimas estavam em um Citroën C3, que ficou completamente destruído após a colisão. Leônidas Machado, de 58 anos, a esposa Maria Sirlei Machado, 52, a filha Clayre Suelen Machado, 31, o neto Eduardo Gomes Madureira, de seis anos, e a sobrinha Gabriele Machado Scheifer, de 13 anos, não resistiram aos ferimentos e acabaram falecendo.
Preocupação é grande, diz PRF
O inspetor da PRF, Haroldo Luís Hauch Júnior, afirmou que o não funcionamento dos equipamentos é algo preocupante. “Várias pesquisas feitas após as instalações dos mesmos mostraram que o número de acidentes caiu bastante nos dois trechos. Todavia, precisamos desse trâmite para que o processo ocorra dentro da lei”, comenta. A expectativa é que uma solução seja tomada o mais breve possível, principalmente por se tratarem de duas das vias mais perigosas do Paraná. “Queremos resolver isso o quanto antes”, finaliza.
Informações do Jornal da Manhã





















