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A rotina de uma empreendedora durante a quarentena

Thalyta Carneiro ficará sem ver o filho, um garoto de 4 anos de idade, para poder seguir trabalhando durante a quarentena

Família deve ficar sem se reunir por, pelo menos, 14 dias
Família deve ficar sem se reunir por, pelo menos, 14 dias -

Afonso Verner

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Thalyta Carneiro ficará sem ver o filho, um garoto de 4 anos de idade, para poder seguir trabalhando durante a quarentena

Thalyta Carneiro Alves e o marido, Elton Alves, são donos de um café no Centro de Ponta Grossa. Instalado em uma casa de pé direito alto, na região central na cidade, o estabelecimento costumava receber 70 pessoas em dias de grande movimento. Atualmente apenas os dois frequentam a casa, na tentativa de seguir com o negócio aberto. A isso, soma-se a distância de familiares que fazem parte do grupo de risco. 

Assim como outras centenas de empreendedores da cidade, Thalyta e Elton já sofrem com os reflexos da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, o Covid-19. Os empreendedores seguem trabalhando, apenas com o delivery, mas para isso deixarão de ver o filho e outros familiares por, ao menos, 14 dias, período da quarentena estipulado pelas autoridades. 

A decisão foi tomada já que Gael, tem problemas respiratórios e passou há poucos dias por uma cirurgia de rotina - além disso, um dos familiares do casal também está incluso no grupo de risco da doença. "A gente não pode parar de trabalhar, estamos atuando pelo delivery para não fechar a casa [café]. Mas nesse período achamos melhor não ver o Gael", contou Thalyta.

Mesmo com todos os cuidados necessários e exigidos pela Vigilância Sanitária, Thalyta e Elton mantém algum contato com o público. "Antes de começarmos [essa rotina], conversei com o Gael sobre isso e ele entendeu, ele é muito compreensível. Desde então, ele está com a minha mãe e minha irmã. A minha mãe é idosa e se enquadra no grupo de risco, e como ainda temos contato com um número elevado de pessoas, achamos ser essa a melhor decisão", destaca a empreendedora. 

Thalyta não vê o filho desde o dia 20 e a expectativa é que ela só volte a encontrar Gael, presencialmente, já no começo de abril. Enquanto isso, o contato entre mãe e filho é feito pelo telefone em chamadas de vídeo. 

Queda no faturamento e 'alternativas' 

Desde que a crise causada pelo coronavírus se tornou mais aguda, o café comandado pelo casal sofreu com uma queda no movimento da ordem de 60%. Mesmo atuando pelo delivery, os prejuízos financeiros são quase que inevitáveis. "Estamos trabalhando só nós dois [Elton e Thalyta] e os motoboys que fazem as entregas. A ideia é tentar diminuir o baque financeiro", explica.

O casal ainda tem a possibilidade de 'abrir' o negócio, mesmo com uma série de limitações - até então o delivery era apenas uma das formas de faturamento, não a única. Enquanto isso, existem outros empreendedores que estão basicamente proibidos de exercerem suas funções. "Torcemos para que as coisas se normalizem logo para que essas pessoas possam voltar a trabalhar", diz Carneiro.

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