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Convênio garante médicos e serviço de óbitos no IML

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Um convênio entre a Prefeitura de Ponta Grossa e o Governo do Estado pode solucionar o problema do Instituto Médico Legal (IML) nos Campos Gerais. Em reunião com representantes da Secretaria Estadual de Segurança Pública, o prefeito Marcelo Rangel (PPS) propôs a criação do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) como alternativa para a falta de pessoal no IML.

A Prefeitura deve ceder, no início, dois médicos ao SVO que será implantando na estrutura do IML. Ao Estado caberá o auxílio financeiro para custear o novo serviço. O acordo deve dar celeridade à liberação de corpos na região até que o governo efetiva a contratação de mais profissionais.

“Estamos acompanhando as dificuldades do Estado com o concurso para a contratação de legistas. Devido ao trâmite burocrático, o processo de contratação pode levar até oito meses”, conta Rangel. “Para solucionarmos este problema, a Prefeitura está dando apoio com a implantação do SVO”, completa.

Segundo o prefeito, os médicos da Prefeitura de Ponta Grossa vão atuar diretamente na verificação de óbitos e darão auxílio aos profissionais do IML. Com a implantação do SVO, outros médicos do quadro do município serão cedidos para ampliar os atendimentos. Nos próximos dias, as autoridades darão andamento à análise jurídica do convênio. “Um dos médicos já está preparado para atuar, agora precisar apenas definir os aspectos legais para implantar o SVO em Ponta Grossa”, explica Rangel.

O SVO é responsável pela apuração das causas de mortes aparentemente sem indícios de violência e pode evitar a sobrecarga de casos no IML. A criação da estrutura pode garantir recursos do Governo Federal ao município para o aparelhamento do órgão.

Além do prefeito Marcelo Rangel, a reunião contou com a presença da secretária municipal de Saúde, Angela Pompeu, o presidente da Câmara de Ponta Grossa, Sebastião Mainardes (DEM) e o delegado da Polícia Civil, Danilo Cesto. A discussão agendada e mediada pelo 1º secretário da Assembleia Legislativa do Paraná, Plauto Miró Guimarães (DEM).

Liberação de corpos leva 17 horas

Sem estrutura, o Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa tem dificuldades na liberação dos corpos da região. No último domingo, uma família de Telêmaco Borba esperou 17 horas para a liberação do corpo de uma menina de 12 anos, que morreu afogada no Salto Aparado, próximo ao Rio Tibagi. A demora no atendimento agrava o drama das famílias enlutadas. “Sou primo do pai das crianças e, pior que passarmos por esta dor da perda, são os pais no martírio da criança onde faz 17 horas da morte e estão rodando com o corpo de IML por IML. Chega ao ridículo de terem a mandado para Ponta Grossa, depois Palmeira e Curitiba”, desabafou o familiar ao Jornal da Manhã.

informações do Jornal da Manhã

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