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Tragédia com família de PG na BR-376 completa um ano

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| Autor: Rodrigo de Souza

Rodrigo de Souza

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O acidente de trânsito que matou cinco pessoas das famílias Scheifer e Machado completou um ano nesta segunda-feira (03). O caso, que deve ser solucionado em breve pela Justiça, teve grande repercussão em Ponta Grossa. O principal suspeito de causar o acidente é o caminhoneiro Rafael Conrado, que responde ao processo em regime fechado – ele está preso na Cadeia Pública Hildebrando de Souza.

O caminhoneiro foi flagrado no exame do bafômetro logo após a tragédia, registrada na BR-376. Todas as vítimas viajavam em um Citroën C3, que ficou destruído após a colisão. Leônidas Machado, de 58 anos, a esposa Maria Sirlei Machado, 52, a filha Clayre Suelen Machado, 31, o neto Eduardo Gomes Madureira, de seis anos, e a sobrinha Gabriele Machado Scheifer, de 13 anos,  não resistiram aos ferimentos e acabaram falecendo.

Logo após o acidente, Rafael Conrado acabou detido no Pronto Socorro Municipal, quando deu entrada para receber atendimento médico. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as causas do acidente e concluiu que o caminhoneiro seria o responsável pela colisão. Ele foi denunciado pelo Ministério Público e, desde então, responde ao processo em regime fechado.

Família pede por júri popular

Segundo Fernando Madureira, advogado assistente de acusação no caso, a expectativa é de que o caminhoneiro vá a júri popular. “Nós entendemos que o caso se trata de um homicídio doloso, já que o réu estava embriagado e assumiu o risco de matar as vítimas”, argumentou Madureira. “Nossa expectativa é de que ele cumpra pelo menos 20 anos em regime fechado”, explicou.

Defesa aposta em novo laudo

Davidson de Souza, advogado de defesa de Conrado, aposta em um novo laudo para provar a inocência do caminhoneiro. Em novembro de 2014, Davidson apresentou um laudo pericial à equipe de reportagem do Jornal da Manhã e do Portal aRede que apontaria para a inocência do rapaz na tragédia registrada no dia três agosto na BR-376.

O laudo apresentado foi feito pela seguradora do caminhão de Conrado – o documento aponta para o fato de Rafael ter sido ‘fechado’ por outro caminhão e não batido contra a traseira do veículo. “O Conrado foi injustiçado e está sendo julgado publicamente de maneira totalmente injusta. Nos autos só constam provas da acusação. Ele está preso de maneira irregular”, ponderou Davidson.

O documento da seguradora traz indícios de que a cabine do caminhão ficou destruída apenas do lado direito – o que comprovaria que Conrado foi jogado para fora da pista por uma “abalroada lateral”, conhecida popularmente como ‘fechada’. “Se a colisão fosse traseira o Conrado teria morrido ainda no local do acidente”, complementou Silva.

Pedidos de liberdade foram negados

O Tribunal de Justiça do Paraná negou habeas corpus impetrado pela defesa do motorista Rafael Conrado em outubro de 2014. Os desembargadores afirmam que a defesa do caminhoneiro não tem razão quando alega a falta de requisitos da prisão preventiva e carência de fundamentação da decisão judicial. Pelas informações prestadas e demais documentos que obtidos na investigação das causas do acidente, é possível verificar que Conrado foi preso em flagrante e teve sua prisão convertida em preventiva pela prática do crime de homicídio doloso com cinco vítimas.

Decisão deve sair no final do mês

A Justiça já ouviu os envolvidos no caso – como testemunhas de acusação, defesa, e até o mesmo o caminhoneiro – e deve tomar uma decisão até o final do mês. Caso o juiz responsável opte pelo júri popular (vontade da família), o processo será estendido por mais alguns meses. No entanto, existe a possibilidade da sentença ser dada pelo próprio juiz. A definição cabe recurso por parte da defesa.

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