Rangel planeja entregar 200 km de pavimentação

Com mais de 60% do mandato concluído, o prefeito de Ponta Grossa Marcelo Rangel (PPS) acredita ter amadurecido e adquirido experiência e preparo na administração pública. Em meio a um cenário de recessão e descrédito nos políticos, Marcelo diz sentir na pele o descontentamento da população com o país. Mas, apesar da instabilidade econômica e política, o prefeito acredita na aproximação dos gestores com as ruas como o caminho para que os anseios do povo sejam atendidos.
Jornal da Manhã: Passados dois anos e meia de mandato, como o senhor avalia este período de gestão?
Marcelo Rangel: O meu mandato se iniciou num momento muito difícil da política e da economia do Brasil, estamos passando pelo pior momento de instabilidade e descrença na política da nossa história. Nós tínhamos um desafio gigantesco de diminuir as incertezas econômicas do nosso município, diminuir as dificuldades que tínhamos em relação às grandes dívidas, principalmente precatórios, e colocar a cidade nos eixos, fazendo com que a saúde funcionasse. A saúde, que tinha um problema crônico e quase caótico no início da gestão, era o maior de todos os desafios. Com tudo isso, o trabalho é cada vez mais desafiador. Porém, eu acredito que é uma experiência sem tamanho. Nós estamos, depois destes dois anos e meio, mais experientes, mais maduros, mais conscientes. Eu estou, hoje, mais preparado para enfrentar as dificuldades que acontecem todos os dias, estou mais ciente de que nós temos uma responsabilidade gigantesca e que cada ato realizado aqui na administração surtem grandes efeitos para a população.
JM: Como o senhor define sua gestão?
Marcelo: Eu vejo uma gestão muito participativa com a população, uma gestão extremamente transparente, uma gestão realizada por pessoas, secretários, uma equipe muito esforçada de pessoas trabalhadoras. Nós vivemos Ponta Grossa, nós lutamos pela cidade. Claro que gostaríamos de ter realizado muito mais do que nós conseguimos, mas eu acredito que até o final do meu mandato, até o final de 2016, todas as metas que nós nos propusemos a fazer serão cumpridas.
JM: E neste período quais foram os principais programas e ações desenvolvidas pela administração municipal?
Marcelo: Eu acredito que o principal programa da Prefeitura está na área de educação. Tenho orgulho muito grande em fazer com que Ponta Grossa tivesse este reconhecimento pelas escolas integrais. Temos o reconhecimento nacional por ser a cidade leitora do Brasil. Ou seja, nossas crianças estão lendo, em todas as nossas escolas que têm uma estrutura de primeiro mundo nós estamos com programas de contraturno premiados, seja de inglês, ballet, musicalização, esporte, cultura. Fizemos um grande investimento nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) para, no ano de 2016, zerarmos a fila da demanda de crianças por vagas a partir dos quatro anos.
Ainda temos uma demanda grande para crianças até quatro anos, mas evoluímos muito e, hoje, estamos fazendo 50 ampliações, 50 reformas. São 23 novos CMEIs, é um investimento muito grande na área da educação que está sendo reconhecido pela população. O programa da educação se estende ao Passe Livre, que também valoriza a educação, porque tem uma contrapartida do aluno. Não é só oferecer a gratuidade, nós estamos oferecendo o benefício em troca de presença, de dedicação ao estudo, o que faz com que o aluno tenha responsabilidade, senão ele pode perder o benefício.
JM: Em 2013, uma série de dívidas não reconhecidas por administrações anteriores acabaram sendo cobradas da Prefeitura, que declarou moratória. Como está a saúde financeira do município hoje? Existe capacidade de investimento?
Marcelo: Nós estamos numa crise financeira no país e a Prefeitura, assim como o Estado e o Governo Federal, trabalha também com a evolução a economia do comércio e da indústria. Se há queda nas vendas, no consumo, também acaba tendo reflexo na arrecadação do município. O Governo Federal está numa situação terrível financeiramente, com isso alguns compromissos que o governo tem com municípios não estão sendo cumpridos e isso acaba dificultando muito a gestão.
JM: Continua apertado o caixa?
Marcelo: Continua. O orçamento de Ponta Grossa ainda é aquém das demandas, nós temos uma cidade muito grande, com muitos bairros espalhados, que foram criados sem CMEIs, sem pavimentação, sem saneamento, sem posto de saúde, sem estruturas mínimas para se ter qualidade de vida e, neste novo momento da política, todas estas demandas vieram de uma vez só para o Poder Público. Com o orçamento que nós temos tudo isso se torna limitado.
JM: E daqui para frente, quais serão as obras a serem executadas até o fim do mandato?
Marcelo: Temos obras de pavimentação e ligação entre bairros, as ruas Rodrigo Otávio, a Eugênio Bocchi, a ligação entre o Los Angeles e o Santa Luzia, os acesos da Vila Borato, os acessos da Vila Romana, nós temos as novas entradas da cidade de Ponta Grossa, a Visconde de Mauá, a Visconde de Taunay, entradas que vão receber paisagismo. Temos vários projetos de pavimentação e, agora, o asfalto popular. Já ultrapassamos mais de 100 km de vias pavimentadas e queremos chegar, até 2016, com a meta beirando os 200 km. Além disso, vamos entregar as obras do Lago de Olarias e, no dia 15 de outubro, inauguramos o Aeroporto Santana, que recebeu um investimento de R$ 5 milhões só da Prefeitura.
JM: O senhor pretende concorrer à reeleição?
Marcelo: Acho que é muito cedo para falar a respeito desta questão e acho até mesmo prejudicial se falar nisso a mais de um ano da próxima eleição, porque somente as perspectivas e articulações podem acabar prejudicando um serviço e planejamento para a cidade. Neste momento não penso na questão da reeleição, principalmente, porque tenho metas bem definidas de gestão, de cumprimento de mandato.
JM: Tem alguma mensagem que o senhor gostaria de destacar?
Marcelo: É o momento mais difícil da história da política brasileira para ser prefeito, não sou eu que falo, são todos os prefeitos. As pessoas estão descrentes com a política nacional, com os casos de corrupção que aconteceram no nosso país. A descrença na política reflete principalmente naqueles políticos que estão mais próximos da população. É mais difícil falar com a presidente ou com o governador, mas falar diretamente ao prefeito é mais fácil, porque o prefeito está no bairro, principalmente no nosso sistema de governo, que é um governo de rua. É assim que eu trabalho, eu trabalho na rua para sentir a cidade. É um momento bem difícil, mas também me sinto orgulhoso de ser prefeito porque vejo que o ponta-grossense está feliz com Ponta Grossa. Há pouco tempo, as pessoas tinham o desejo de ir embora da cidade para buscar um futuro. Hoje estão apaixonadas pela nossa cidade e o coro que foi feito através de uma ação da Prefeitura agora se tornou comum: Eu amo viver aqui.
Saúde é prioridade
Além dos investimentos em educação e asfalto, o prefeito Marcelo Rangel (PPS) também lembrou dos investimentos na saúde pública. Segundo Rangel, mais de 200 crianças são atendidas diariamente no Pronto Atendimento Infantil (PAI) 24 horas. Junto ao PAI e a abertura da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Santa Paula, o prefeito destacou os investimentos na atenção básica. Dois superpostos de saúde foram entregues e, nos próximos meses, outros três serão inaugurados.
Informações do Jornal da Manhã.





















