Novo Plano Diretor pode elevar preço de imóveis populares | aRede
PUBLICIDADE

Novo Plano Diretor pode elevar preço de imóveis populares

Plano Diretor prevê alterações nas metragens, que impedirão aproveitamento melhor de lotes

Imagem ilustrativa da imagem Novo Plano Diretor pode elevar preço de imóveis populares
-

Fernando Rogala

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Plano Diretor prevê alterações nas metragens, que impedirão aproveitamento melhor de lotes

Em tramitação na Câmara de Vereadores, o Plano Diretor de Ponta Grossa poderá tornar inviável a construção de imóveis com preços mais acessíveis às famílias mais pobres. Isso porque o novo documento, entre outras mudanças, passa a exigir metragens que impedirão a divisão e aproveitamento de lotes, tornando mais caras as residências. A preocupação é de construtores que atuam nesse segmento e que apontam problemas pontuais que impactarão diretamente no valor de imóveis mais baratos. 

Um dos problemas é a testada mínima de seis metros, que impediria a construção de duas unidades em lotes com dez metros de frente, algo que é muito comum e que reduz bastante o preço das moradias populares. “Ponta Grossa tem muitos lotes antigos com dez metros, hoje se constrói duas casas e conseguimos dividir o valor do investimento tornando mais acessível. Com o novo plano só poderá se construir uma única residência e isso deve impactar em 30 a 40% no preço dessa casa”, explica o construtor Rodrigo Bindos Paranhos.

Outra mudança que pode ter o mesmo efeito é a medida mínima de 180 metros quadrados por lote em unidades condominiais. Essa obrigatoriedade afeta principalmente terrenos em esquinas, que eram utilizados para a construção de mais unidades em um mesmo espaço. “Alguns terrenos permitem construir ótimas casas com áreas externas menores. E tem procura alta por pessoas que não necessariamente querem terrenos grandes. Isso também acabará”, diz Paranhos.

Segundo o presidente da Associação Paranaense de Construtores (APC), Gabriel Stallbaum, há uma preocupação no setor de que empresas deixem de construir em Ponta Grossa e procurem municípios em que as regras permitem a manutenção do modelo de negócios, algo que já ocorreu em cidades como Curitiba, por exemplo.

Os construtores têm tentado se reunir com vereadores para a exposição dos pontos que consideram críticos ao setor, como taxa de ocupação do solo, tamanho das testadas e recuos. “Não nos colocamos contra o planejamento do município e nem somos contra o Plano. Só pedimos que sejam observadas as condições reais de habitação para pessoas de baixa renda”, declara Stallbaum.

Vazios urbanos são ocupados

O construtor Fabiano Gravena lembra que os pequenos construtores são os principais responsáveis pela ocupação de vazios urbanos nos bairros, contribuindo para o uso de lotes e eliminação de matagais que oferecem risco aos moradores. “Somos nós que vamos aos bairros e compramos terrenos que muitas vezes estão abandonados porque não oferecem condições de construção de imóveis de alto padrão”. Para ele, caso o novo Plano Diretor seja aprovado como foi enviado à Câmara, haverá pouco incentivo para os construtores.

As informações são da assessoria de imprensa.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right