PG recebe projetos para central de resíduos sólidos

Com o prazo final estipulado pelo Ministério Público, referente à destinação de resíduos sólidos, chegando ao fim no mês de setembro, em breve deverão ser reveladas as tecnologias a serem implantadas na cidade. O prazo está no Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para o município de Ponta Grossa, válido três meses após a assinatura - que ocorreu em 18 de junho. Até o momento, segundo a Diretora de Meio Ambiente, Patrícia Tuma Hilgemberg, mais de 25 empresas demonstraram interesse e apresentaram projetos para a destinação dos resíduos. Ontem, por exemplo, o representante de uma empresa norte-americana apresentou um equipamento para representantes do município.
“As empresas estão interessadas em fazer investimentos privados, em forma de PPP’s”, explica Patrícia. De acordo com ela, há uma troca de informações entre o município e as empresas, que levam em consideração os resíduos gerados na cidade para que haja a avaliação da viabilidade econômica. “Já recebemos empresas do Brasil e internacionais, inclusive as que fazem carbonização, de plasma – que apresentaram ao Prefeito no gabinete -, de política reversa para tratar dos pneus e lâmpadas, tratamento de chorume, entre outras. Então são várias tecnologias”, completa.
Nesta quinta, o representante da empresa ‘Bulk Handling’, Luciano Coimbra, fez a apresentação de um projeto. De acordo com Edilson Gorte, presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Condema), que participou da reunião, a tecnologia mostrada é utilizada tanto em países do exterior (como em San Jose, Califórnia, nos Estados Unidos) quanto está sendo implantada em outros municípios do Brasil (como Campinas). “É uma tecnologia mais dentro da realidade, que elimina a triagem manual, separando o que dá para a reciclagem, e o que não dá para a compostagem e aterro sanitário. A máquina faz a leitura via fotocélula e dá jatos de ar para destinar os resíduos para os locais diferentes”, explica. A empresa fará o orçamento baseado na coleta de 400 mil toneladas por dia. “Hoje a cidade produz cerca de 260 toneladas por dia, mas é um projeto pensando para a frente”, completa.
Várias tecnologias serão adotadas
De acordo com a diretora da secretaria, várias tecnologias devem ser implantadas, para atender os parâmetros indicados na Lei 12.305/2010. “Podemos utilizar de três a cinco tecnologias pela política reversa são só pelo resíduo domiciliar, mas pelo resíduo da saúde, industrial, de lâmpadas e pneus, embalagens de óleo. Toda a política de logística reversa do município está pautada, então estamos trabalhando para tratar de todos os resíduos”, esclarece Patrícia.
Informações do Jornal da Manhã.





















