PG prevê cinco meses para recuperar estragos

Serão necessários pelo menos mais cinco meses para que os problemas causados pelas fortes chuvas que caíram em Ponta Grossa no início de julho sejam solucionados. A informação foi confirmada pelo prefeito Marcelo Rangel. “O que vem nos preocupando bastante é a destruição das ruas depois dos temporais. Há 20 anos não era registrado esse volume de água nesta época. Todas as máquinas da Prefeitura estão trabalhando em regime de mutirão”, explicou.
Ontem, de acordo com o Diário de Obras da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, publicado no site da Prefeitura, foram realizadas ações de “tapa buracos” na região de Olarias, além de patrolamento e cascalhamento em algumas estradas rurais e em bairros da área norte da cidade.
Para o secretário de Obras e Serviços Públicos, Alessandro Lozza de Moraes, as equipes estão atuando principalmente em cima das solicitações feitas por parte da Defesa Civil. “Estamos priorizando situações que, de alguma forma, ofereçam risco iminente para a população. Entre os principais pedidos por parte da Defesa Civil estão os reparos em galerias”, destacou. O responsável pela pasta ressaltou ainda que, sempre depois de um período chuvoso, os problemas de infraestrutura ficam mais evidentes. “Isso é preocupante. Se as fortes chuvas estão afetando cidades mais bem estruturadas como Londrina e Maringá, imagine Ponta Grossa. Estamos sofrendo muito”, concluiu o secretário.
Família sofre há dois meses com cratera
A família Schimanski está enfrentando transtornos em virtude das chuvas desde o dia 26 de maio. Depois de um temporal, a força das águas arrebentou uma galeria que passa em frente da residência, na Rua José Lins do Rego, no Parque Dom Pedro II. O resultado foi à abertura de uma cratera que impede até mesmo que os moradores entrem com o veículo na garagem. “Estamos há dois meses nessa situação. Está complicado”, revelou Estela Schimanski. O jeito está sendo deixar o carro na casa do vizinho e fazer pequenas barreiras com madeiras e sacos plásticos na entrada da casa. “Nem dormir estamos conseguindo direito. Qualquer chuva que começa, já ficamos preocupados”, contou Estela. Na residência moram quatro pessoas. A Prefeitura trabalha no local para tentar solucionar o problema.
Defesa Civil realiza ações permanentes nos bairros afetados
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Ponta Grossa, Edson Witek, desde que as chuvas tiveram início, o órgão vem mantendo vistorias permanentes nas áreas afetadas. “Atualmente temos três problemas bem sérios que envolvem o rompimento de galerias”, contou. O primeiro deles está no encontro do Núcleo David Federmann com a Vila Berta. “No local o trânsito segue em meia pista devido à abertura de uma cratera”, pontuou. O outro caso está no Jardim Los Angeles. “Existia na Rua Agenor Machado Bege uma ponte que era usada pelos moradores. Com as chuvas, a erosão no local aumentou e a estrutura apodreceu e caiu. A circulação pela região está impedida”, disse. A terceira situação é no Bairro da Ronda. “A galeria da Rua Sebastião Paraná não suportou a força da água e estourou”, finalizou.





















