Elizabeth, Wosgrau e Bochenek optam pelo silêncio
Vice-prefeita, ex-prefeito e juiz também são cotados para disputar o comando da Prefeitura de Ponta Grossa em outubro

Vice-prefeita, ex-prefeito e juiz também são cotados para disputar o comando da Prefeitura de Ponta Grossa em outubro
Nos últimos 15 dias, o Jornal da Manhã e o portal aRede produziram uma versão especial do podcast TánaRede. De olho nas eleições municipais de outubro, a cobertura noticiosa tratou das principais pré-candidaturas à Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG). Entre as lideranças políticas procuradas que preferiram não se manifestar estão Elizabeth Schmidt (sem partido), Pedro Wosgrau (PP) e o magistrado Antônio César Bochenek.
Por sua vez, Elizabeth está sem partido desde que deixou o PSB, após a chegada do deputado federal Aliel Machado - na prática, o partido deu uma ‘guinada’ em direção à centro-esquerda e se afastou do espectro ideológico admirado pela vice-prefeita de Ponta Grossa. Com passagem pelo Democratas (antigo PFL), a vice optou por não falar com o portal aRede e Jornal da Manhã até que a realização se concretize.
Com a janela partidária aberta desde essa quinta-feira (5), Elizabeth deve negociar com algum partido uma nova filiação - ela é vista como uma sucessora natural do prefeito Marcelo Rangel (PSDB) e do grupo que também conta com o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex (PSD). Por sua vez, a opção pelo silêncio de Wosgrau e Bochenek tem outras motivações.
Wosgrau já foi prefeito de Ponta Grossa por três mandatos (doze anos), um mandato entre 1989 e 1992 e outros dois entre 2005 e 2012. Afastado da vida pública há quase oito anos, Wosgrau deixou a Prefeitura e sofreu com uma série de problemas jurídicos. No entanto, alguns defendem o entendimento de que o ex-tucano, hoje filiado ao Progressistas (PP), é elegível.
Diante dessa situação, Pedro também foi procurado pela reportagem mas, neste momento, preferiu não se manifestar. Wosgrau confirmou às sondagens sobre uma candidatura, mas afirma ainda não ter se decidido e preferiu, por ora, não falar publicamente sobre o assunto. Além disso, questões familiares e pessoais também configurariam um empecilho à candidatura de Pedro, primeiro prefeito a se reeleger na história de Ponta Grossa.
Lei proíbe manifestação política de Bochenek
Já Antônio César Bochenek tem motivos legais para não se manifestar publicamente sobre o tema. O juiz federal citou a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) que impede que magistrados de se manifestarem sobre atuação político-partidária e prevê duras punições para magistrados que desrespeitem esse ‘limite’. “Como magistrado é vedado pela LOMAN qualquer manifestação ou atuação político partidária. Neste sentido, não posso me manifestar. Recebo a notícia como reconhecimento pelo trabalho realizado no serviço público e na comunidade”, declarou Bochenek.
Bochenek foi alçado ao posto de pré-candidato a setores da Direita que buscam um nome para comandar a Prefeitura de Ponta Grossa - um dos principais interlocutores do convite foi o presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa, Douglas Taques Fonseca. Além disso, Bochenek ainda teria que se filiar a um partido político para poder concorrer no pleito.





















