UEPG encerra primeira Operação Rondon nesta quarta

Após 10 dias, estudantes e professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e mais seis instituições parceiras retornam, nesta quarta-feira (29), da Operação Rondon UEPG, desenvolvida nos municípios de Arapoti, Ibaiti, Piraí do Sul, São José da Boa Vista, Tibagi e Ventania. A recepção aos rondonistas acontece a partir das 9 horas, no Auditório do Campus Central da UEPG, marcando também o retorno da equipe do curso de Jornalismo que fez a cobertura da Operação Bororós do Projeto Rondon nacional (10 a 26/7), no Mato Grosso, e dos acadêmicos que representaram a instituição na Operação Elpídio Barbosa (16 a 25/7), promovida pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).
A Operação Rondon UEPG é uma ação da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais (Proex), coordenada pelo Núcleo Extensionista Rondon (NER-UEPG), com a participação de seis instituições parceiras (Faculdade Sagrada Família - FASF, Cescage, Secal, UTFPR, Unicentro e Udesc). No seu desenvolvimento, proporciona aos municípios a oportunidade de receber professores e alunos universitários de várias áreas do conhecimento, que desejam contribuir com a comunidade e com as lideranças locais, trabalhando voluntariamente para melhorar as condições de vida de bem-estar da população e a qualidade e eficiência da administração municipal.
Durante a operação, o reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas e a vice-reitora Gisele Alves de Sá Quimelli visitaram as cidades atendidas pela operação, acompanhados da pró-reitor de Extensão e Assuntos Culturais, Marilisa do Rocio Oliveira. “A parceria com as prefeituras foi fundamental para que pudéssemos realizar essa primeira edição da operação, disse o reitor, destacando ser este um sonho antigo sonho da UEPG, de levar aos municípios da região ações sociais, tal qual acontece no Projeto Rondon promovido pelo Ministério da Defesa nos pontos mais distantes e carentes do território nacional. “Se vamos tão longe, porque não realizar ação semelhante também na nossa região, cuja realidade não é diferente das demais regiões do país”.
A prefeita de Tibagi, Ângela Mercer de Mello, afirma que na Operação Rondon todos saem ganhando. “Município, instituições de ensino e estudantes saem satisfeitos”. Para ela, é importante que uma instituição com a credibilidade da UEPG busque essa integração com os municípios da região, trazendo também instituições particulares e de outros pontos do Paraná, e de outros estados, como é o caso da Udesc. “Ajuda a divulgar o município e contribui para a conscientização dos cidadãos, através das oficinas nas mais diversas áreas”, disse. A secretária de Educação, Beatriz Flores, deseja a realização de novas operações no município, para atingir mais localidades. “O aprendizado é significativo”, disse referindo às dinâmicas das oficinas ministradas e à interação dos estudantes com a comunidade.
Experiências como essa são únicas na vida do acadêmico”, reforça o coordenador do Núcleo Extensionista Rondon (NER) da UEPG, professor Mario Cezar Lopes, que também coordena a equipe de rondonistas em Piraí do Sul. Ele é um entusiasta do Rondon, afirmando que nada se assemelha à experiência que os alunos adquirem nesses dez dias de operação. “É diferente de uma ação isolada, na qual ele atua por uma ou duas horas ou até um dia e depois volta para a sua casa”, diz. Para ele, o envolvimento com a comunidade e o desenvolvimento de um espírito solidário, totalmente diferente do cotidiano dos alunos, são as principais características de ações como a Operação Rondon, que ganha ainda mais força com a adesão das instituições particulares de Ponta Grossa (FASF, Secal e Cescage), UTFPR, Unioeste e Udesc.
Para o professor Luciano Fernandes, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que se soma à UEPG na Operação Rondon, em Arapoti, o trabalho no município foi bastante produtivo e extremamente gratificante. A partir de sua experiência em uma operação do Projeto Rondon nacional, no interior de Alagoas, afirma que a realidade do Sul do país muda muito pouco no comparativo com as regiões Norte e Nordeste. “Com exceção do clima e a falta d’água, posso dizer que as necessidades são bem parecidas”, afirma. Considera também de grande importância a participação dos alunos da UTFPR cuja linha de ensino se volta para a área tecnológica. “Essa experiência é extremamente positiva e vai acrescentar muito na formação social desses estudantes”.
Informações da assessoria.





















