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Universidades criticam corte de verbas na pós-graduação

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Afonso Verner

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Universidades estaduais de todo o país reagiram ao corte de 75% anunciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) nas verbas de apoio à pós-graduação e aquisição de equipamentos. O contingenciamento dos recursos da Capes faz parte dos cortes no orçamento da Educação promovido pelo Governo Federal, que já ultrapassam R$ 8 bilhões.

As universidades temem que a redução nos repasses inviabilize os programas de pós-graduação. Em nota oficial encaminhada ao presidente da Capes, Carlos Afonso Nobre, a Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) pediu que o órgão reveja as adequações orçamentárias para evitar impactos negativos nos programas de pós-graduação das Instituições de Ensino Superior (IES). Além do corte no Programa de Apoio à Pós-Graduação (PROAP), a Abruem mostrou preocupação com o cancelamento de convênios do Pró-Equipamentos.

Segundo a entidade, o cancelamento atinge exclusivamente as IES estaduais e municipais. “Trata-se de decisão que inaugura tratamento desigual por natureza da Instituição e não amparada em mérito”, aponta a nota assinada pela presidente da Abruem, Adélia Maria Carvalho Pinheiro.

IES do Paraná perdem R$ 5,5 mi

Com a não celebração dos convênio previstos no edital 11/2014 do Pró-Equipamentos, somente as universidades paranaenses vão deixar de receber R$ 5,5 milhões. Para a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), R$ 703 mil foram aprovados no edital para aquisição de equipamentos e, com o corte da Capes, não chegarão à instituição.

Informações do Jornal da Manhã

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