Sentença de Spinardi pode sair no final de agosto
A Justiça ouviu nesta segunda-feira (27) cinco testemunhas de defesa de Paulo Leandro Spinardi, acusado de assassinar a ex-namorada, Cíntia Quadros de Souza, em janeiro deste ano. O caso ganhou grande destaque em Ponta Grossa e chocou os moradores da cidade.
De acordo com a Polícia Civil, Spinardi é o principal suspeito do caso – o rapaz responde ao processo em regime fechado, na Cadeia Pública Hildebrando de Souza. A jovem ficou desaparecida por cinco dias e o corpo foi encontrado em uma fenda do Rio São Jorge. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa apontou o afogamento como a causa da morte da garota.
Durante a manhã, ele e outras cinco pessoas compareceram ao Fórum de Ponta Grossa para mais uma ‘rodada’ de oitivas. Apesar de ir até o juiz, Spinardi só deve ser ouvido no dia 12 de agosto – data escolhida pela Justiça para novas audiências sobre o caso.
As testemunhas prestaram depoimentos sobre o comportamento do suspeito, dando detalhes a respeito de questões como o caráter de Spinardi, a forma de conviver com outras pessoas e manter relacionamentos. Nenhuma das testemunhas acionadas presenciou o fato ou participou da ação de forma indireta.
Suspeito afirma que morte foi acidental
De acordo com Renato Tauille, advogado do rapaz, Spinardi teria dito para as autoridades policiais que a morte de Cíntia foi acidental. “Ele [Spinardi] disse que os dois tiveram uma breve discussão e que Cíntia teria o empurrado. Após isso ela se desequilibrou e caiu em uma das fendas”, conta.
A defesa utiliza um laudo da Polícia Científica para confirmar a versão. Segundo Tauille, um perito já ouvido pela Justiça teria afirmado que a versão de Paulo é condizente com o laudo – já que Cíntia teria caído com uma certa velocidade na fenda, o que pode ter ocasionado a lesão na cabeça.
Acusação acredita em júri popular
Os advogados Fernando Madureira e Angelo Pilatti Jr., que representam os familiares de Cintia de Souza, afirmaram que a versão que o suspeito Paulo Leandro Spinardi deu sobre a morte da vítima de que o óbito foi acidental é totalmente inverídica e não encontra o “mínimo de amparo” nas provas produzidas no inquérito policial.
Madureira ressalta que o suspeito, quando ouvido a primeira vez pela autoridade policial, contou que não sabia o que tinha acontecido com Cíntia e que no dia dos fatos tinha deixado à vítima perto da academia aonde trabalha. Depois quando localizado o corpo e decretada sua prisão temporária, permaneceu em silêncio.
Assim, a defesa acredita que o caso vá a júri popular pelas evidências já encontradas em desfavor do suspeito. “As provas são bem contundentes e muito claras a respeito da intenção do rapaz. Tudo indica que ele realmente quis matar Cíntia”, declara Madureira.
Sentença pode sair ao final de agosto
Segundo Madureira, a expectativa é que a decisão da Justiça saia até o final do mês de agosto, caso não exista nenhum empecilho por parte das testemunhas de defesa. Após a audiência marcada para 12 de agosto, os dois lados tem cinco dias para organizar delegações e enviar ao juiz, que tem mais 10 dias para confirmar a decisão.
No entanto o advogado de defesa, Renato Tauille, acredita que o processo seja um pouco mais demorado. Segundo ele, ainda existem três precatórias – testemunhas de fora da cidade – que precisam ser ouvidas, sendo uma em cada cidade (Matinhos, Castro e Curitiba). “A precatória de Curitiba deve demorar um pouco mais, já que o trâmite no Fórum da capital é um pouco mais demorado. Acredito que qualquer decisão sobre o caso possa sair somente no mês de outubro”, conta.





















