Rodovia do Café completa 50 anos com R$ 2,2 bi em investimentos

A rodovia que une o Paraná de Norte a Sul chega aos seus 50 anos em plena expansão de sua infraestrutura. No dia 25 de julho de 1965, o trecho da BR 376 entre Apucarana e Ponta Grossa era aberto oficialmente ao tráfego, iniciando uma era de desenvolvimento econômico, logístico e cultural para o Paraná, viabilizando o desenvolvimento da região Norte e desenvolvendo a cultura cafeeira.
Meio século depois, hoje cuidada pela CCR RodoNorte através do programa de concessões, a Rodovia do Café reafirma seu papel histórico em desenvolver o Estado, através de sua duplicação. Somando os investimentos já realizados com os que ainda serão aplicados em obras, o total injetado no trecho desde 1997 chega, em valores atualizados, a R$ 2,2 bilhões em investimentos através da concessionária.
Um novo capítulo desta história foi escrito ao longo da semana. O Governo do Estado, em parceria com a CCR RodoNorte, liberou ao tráfego mais 11 quilômetros de duplicação na região de Ponta Grossa, entre os quilômetros 476 e 465. Da mesma forma que há 50 anos, a nova rodovia marca o início de um salto significativo na infraestrutura do Estado. “Uma obra de duplicação carrega consigo mais que o desenvolvimento de uma região. Resulta em mais fluidez, mais segurança, menos acidentes e a preservação da vida”, destaca José Alberto Moita, presidente da concessionária.
“A gente sabe da importância histórica da Rodovia do Café para o Paraná e também o para o Brasil, como principal corredor rodoviário de exportação para o agronegócio do país. Será um corredor que, a partir da duplicação, ficará ainda mais eficiente e importante para a produção nacional”, completa Moita.
O governador Beto Richa (PSDB), durante a abertura ao tráfego do Trecho 1, também destacou a importância da rodovia para o Estado. “Além de ser importante para nossos produtores, esta rodovia ajuda a transportar as famílias paranaenses. É uma ligação cultural e econômica entre Norte e Sul do nosso Estado”, ressalta.
Vivendo a Rodovia do Café
Desde 1997, em números atualizados, já foram investidos R$ 1,3 bilhão, através da recuperação inicial, reconstrução e manutenção do trecho, com todo o tipo de obras. Entre elas estão os 13 quilômetros de Duplicação na Serra do Cadeado, liberados ao tráfego em 2002, além de 14 quilômetros de faixas para ônibus, 51 quilômetros de terceiras faixas, 251 quilômetros de acostamentos, correções de curvas e manutenção de obras de arte.
O atendimento médico e mecânico é realizado durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, desde então. A CCR RodoNorte conserva e opera a rodovia, garantindo atendimento aos usuários, salvando vidas, prevenindo acidentes e mantendo a principal ligação entre o Norte do Paraná o Porto de Paranaguá com a fluidez necessária para o desenvolvimento do Estado.
Mais pela frente
A duplicação na Rodovia do Café não para. Após a entrega do primeiro trecho duplicado, a BR 376 possui outros dois trechos em obras. Um deles é o Trecho 2, que será entregue até o fim do ano, entre os quilômetros 465 e 456 (Praça de Pedágio de Tibagi); o outro é o Trecho 26, entre Apucarana e Califórnia, iniciado com a construção do viaduto sobre Contorno Sul de Apucarana. A sequência da duplicação dos 11 quilômetros entre as duas cidades será iniciada após liberação do projeto executivo junto ao Departamento de Estradas e Rodagem (DER).
50 Anos de História
Desejo da população paranaense desde o início do século XX e fundamental para o desenvolvimento do Estado na época, a Rodovia do Café teve suas obras iniciadas entre o final da década de 50 e o início da década seguinte.
Na época, a construção só foi possível graças aos recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), através do programa internacional Aliança para o Progresso – coordenado pelo Governo dos Estados Unidos. Com a rodovia concluída, a histórica relação do Paraná com a produção do café deu o ‘apelido’ da BR 376, que acabou oficializado através uma Lei Estadual, denominando o trecho como ‘Rodovia do Café Governador Ney Braga’.
História de pai para filho
E entre os trabalhadores que ajudaram a construir a rodovia há 50 anos estava o pai de Joaquim Ferreira Rosa, um dos mais de 400 trabalhadores que trabalham nas obras de duplicação da BR 376. Na barriga da mãe, Joaquim saiu de Minas Gerais em direção ao Paraná e viu, ainda criança, a construção da nova rodovia. “Lembro bem do dia da inauguração, tinha 10 anos. Uma festa muito grande, todas as autoridades reunidas e inclusive a presença do presidente Castello Branco”, conta Joaquim.
Homenageado como representante de todos os trabalhadores que atuam na duplicação, Joaquim não escondeu a emoção por dar continuidade a história construída pelo pai trabalhando na duplicação. “Nasci e cresci aqui no Paraná por causa da rodovia, e foi através dela que veio o sustento da minha família durante muito tempo. A Rodovia do Café faz parte da minha vida”, disse.
Informações da assessoria.





















