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Projetos para a segurança de PG não saem do papel

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A falta de segurança em Ponta Grossa assusta moradores e afasta investimentos no município e, parte disso, poderia ser resolvido com projetos abandonados pela Secretaria de Segurança do Paraná. O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Ponta Grossa reúne membros da sociedade com autoridades policiais para discutir e planejar a segurança e, dessas reuniões, surgiram projetos para a cidade, como a Companhia de Polícia Militar no Santa Paula, a nova sede para o Instituto Médico Legal, a Delegacia Cidadã e a Casa de Custódia.

“A ideia seria criar uma nova companhia para ter mais soldados. Vamos dizer que o 1º BPM tenha 300 policias militares, então com uma nova companhia nós dobraríamos o número de oficiais na rua”, explica o presidente do Conseg, Henrique Hennenberg. A negociação sobre eleger a sede do batalhão e a discussão com os moradores foi realizada, mas a obtenção de recursos junto com o Estado não caminhou, segundo Hennenberg.

A nova sede do Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa foi outro projeto debatido e que fez parte da campanha para reeleição do governador Beto Richa. Em 2011, a Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária anunciou que o IML contrataria três novos médicos e dois motoristas para a sede em Ponta Grossa. Além disso, um projeto no valor de R$ 2 milhões para a renovação completa da unidade foi entregue ao secretário de segurança na época.

A construção da Delegacia Cidadã é mais um dos projetos que melhoraria a segurança, mas não saiu do papel. Ponta Grossa seria a primeira cidade a receber uma delegacia do gênero, segundo anunciou a Secretaria de Segurança do Paraná em 2011, que seria a sede da 13º Subdivisão Policial. “A 13º está fora do acesso do cidadão. Então com a construção da Delegacia Modelo nós facilitaríamos essa logística e, onde hoje é a delegacia, poderia ser a sede da Delegacia da Mulher, do Denarc, e com isso resolveríamos uma questão de custos que é o pagamento do aluguel”, explica Hennenberg.

A Casa de Custódia é um projeto que está com as obras paralisadas. O espaço potencializaria a capacidade do sistema carcerário de Ponta Grossa – que funciona com uma superlotação de 534 presos no sistema penal, segundo dados do Mapa Carcerário do Estado do Paraná. O espaço serviria para manter os presos que ainda não foram sentenciados e contaria com 530 vagas que amenizariam o problema da superlotação da Cadeia Pública Hildebrando de Souza.

FALTA DE INVESTIMENTOS - Conseg avalia a segurança

A equipe de reportagem do Jornal da Manhã questionou o presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Ponta Grossa sobre como ele avalia a segurança de Ponta Grossa. Hennenberg afirmou que faltam investimentos do Governo do Estado na área da segurança e destacou a falta de diálogo com a atual gestão. Segundo Henrique, Ponta Grossa conta com apenas seis investigadores da Polícia Civil e faltam escrivães. “A Secretaria de Segurança de Ponta Grossa conseguiu criar uma unidade da Guarda Municipal junto com a Polícia Militar e isso otimiza o trabalho policial”, destacou o presidente do Conseg.

Informações de André Packer do Jornal da Manhã

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