‘Samba do Trilho’ realiza nova edição na segunda

Segunda-feira está se tornando sinônimo de samba em Ponta Grossa desde que um grupo de músicos e compositores resolveu se reunir para apresentar seus trabalhos inéditos uma vez ao mês no “Samba do Trilho”, que chega à sua 4ª edição neste dia 27 de julho.
Idealizado por Ben-Hur Demeneck e Fabrício Cunha, o projeto é inspirado no Samba da Vela, tradicional evento que ocorre na cidade de São Paulo, e tem atraído a atenção do público que gosta do estilo musical.
Segundo Demeneck, o Samba do Trilho “dá oportunidade para que as pessoas conheçam músicas que não chegam ao circuito comercial”. Os músicos distribuem as cópias das composições e o público canta junto. “É um ponto de encontro para quem gosta de música e de criatividade, além de estimular valores de convivência e cooperação”, declara Demeneck.
O projeto é ideal para autores que buscam chegar ao público e encontrar parceiros. “É uma parceria importante para que novos compositores sejam ouvidos e cantados por mais pessoas, e para que esse modelo de trabalho não fique restrito a espaços privados, mas que chegue a todos que quiserem participar”, assinala Fabrício Cunha.
Honrando a memória da cidade e de vários músicos que por ela passaram, o nome “Samba do Trilho” presta uma homenagem a comunidades ferroviárias que ajudaram a escrever a história do samba paranaense e brasileiro. A ideia é simples: acende-se uma vela e, enquanto ela não apaga, o samba é cantado.
O projeto teve alguns encontros informais até que conseguiu a parceria da Fundação Municipal de Cultura de Ponta Grossa, que cede a Estação Arte – espaço praticamente reinaugurado pelo Samba do Trilho. A Fundação também colabora na divulgação e providenciando o sistema de som e técnico. No entanto, a organização é toda feita de modo independente pelos organizadores e colaboradores.
Wilson Batista será homenageado
Em cada edição do Samba do Trilho um sambista é escolhido para receber uma homenagem, como ocorreu com Ataulfo Alves e Clara Nunes. O nome dessa vez é Wilson Batista, músico que fez fama na cidade do Rio de Janeiro em meados do Século XX, responsável por sucessos como “Acertei no milhar”, “Emília”, “Pedreiro Waldemar”, “Lenço no Pescoço”, “Meu mundo é hoje”. Bamba do samba, que esbanjava talento de composição, acabou se envolvendo numa famosa polêmica com Noel Rosa.





















