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Luz e água tiram o sono de famílias carentes em PG

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Daniel Petroski

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Eliane Pinheiro Burgo, o marido e mais três filhos – com um, cinco e nove anos – estão perdendo o sono quando o assunto são as contas de água e energia elétrica. Residentes na Vila D.E.R em Ponta Grossa, a dívida da família supera os mil reais com a Companhia Paranaense de Energia (Copel). Em relação à Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), o gasto, além do consumo mensal, é de R$ 350 – isso graças a uma multa aplicada pela empresa devido a uma ligação indevida. “Nós não sabemos mais o que fazer. Temos que tirar do dinheiro destinado para a alimentação para conseguir quitar nossas dívidas”, desabafou Eliane.

Sem trabalhar para conseguir cuidar dos filhos, a renda da família depende exclusivamente do que o marido recebe em uma empresa de fabricação de manilhas. “E vem mais aumento. Está muito difícil honrar com nossos compromissos. Precisamos de ajuda”, fala Eliane.

Apesar da situação dramática, a realidade de Eliane não é exclusiva. Muitas outras famílias estão precisando cada vez mais “enxugar as despesas” para conseguir chegar até o final do mês fora do “vermelho”.

De acordo com a assessoria de imprensa da Sanepar, o número de inadimplentes aumentou no Paraná, bem como em Ponta Grossa. Dos 345 municípios, 6,4% dos usuários possuem algum tipo de dívida. Na regional Ponta Grossa, que engloba no total 12 cidades, esse número chega a 2,4%.

Já na Copel, também segundo dados da assessoria, a inadimplência em todo o Estado em maio foi de 2,98%, contra 2,59% em junho. Segundo a empresa, “historicamente, os índices de perdas comerciais estão entre os menores do país”. Ainda com base na assessoria, os números são considerados baixos, pois caso não haja o pagamento, o serviço que é considerado essencial, é cortado. Para a empresa, os últimos reajustes nas contas também não interferiram no aumento do endividamento.

Sanepar pede nova revisão

A Sanepar comunicou ao mercado, aos investidores e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que pediu uma “revisão tarifária extraordinária” dos preços da água e do esgoto ao regulador do saneamento no Paraná, o Instituto das Águas. Se o pedido for autorizado, será o terceiro aumento em 2015. Em março, o reajuste anual foi dividido em duas partes: a primeira, em maio, de 6,5%. E a segunda em julho, de 6%. O aumento deve chegar às contas dos consumidores a partir de 1.º de setembro.

Informações do Jornal da Manhã.

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