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Linhas férreas se tornam obstáculos em vilas de PG

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Ponta Grossa possui um dos principais pontos ferroviários do país, devido ao grande número de cargas que são destinadas ao Porto de Paranaguá e de São Francisco do Sul. Grande parte dessas linhas passa pela zona urbana da cidade e causam problemas aos moradores.

Conforme o relato do chefe operacional da Polícia Rodoviária Federal, Elton Jose Scremin, pontos de acesso às rodovias BR-373 e BR-376 em que há trechos de passagens de trens, como na vila Borato e vila Santa Luzia atrapalham o fluxo das rodovias. “Nos acessos, quando há necessidade de esperar o trem passar, há um acúmulo de carros, formando uma fila que não permite o fluxo dos veículos. Portanto, nesses casos, o motorista precisa redobrar a atenção e esperar no acostamento até que o trem passe”, indica.

O túnel localizado no bairro San Martin, que no ano passado recebeu verbas do ParanaCidade para revitalização, é um dos pontos mais críticos da cidade. A passagem é o principal meio de ligação do local com o núcleo Rio Verde, através da Avenida Arichermes Carlos Gobbo e liga também a Represa do Alagados e a cachoeira do rio São Jorge. Os veículos dividem espaço com os pedestres, já que não há um local específico para a passagem para carros e outro para pedestres, o que torna o local perigoso.

Outro trecho alarmante na cidade fica na Avenida Monteiro Lobato, que liga o centro de Ponta Grossa a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e a diversos bairros da região, além do acesso a PR-151. A linha férrea atravessa a avenida, o que dificulta a transição de veículos pelo local, além de afetar a segurança de motoristas e transeuntes. “Saio da aula e preciso vir para o centro, onde moro, e o trem fica alguns minutos parados ali. A fila de carros fica enorme e gera transtorno”, reclama Ivan Lopes, estudante da UTFPR.

O Jornal da Manhã entrou contato com a Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (AMTT) para obter informações referentes aos problemas causados pelas passagens de níveis e infraestrutura das linhas férreas na cidade. A AMTT informou que acionará a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para que seja feita uma vistoria nas passagens de nível onde há conflito entre os comboios da concessionária Rumo ALL e as comunidades por onde as linhas passam.

Investimento de R$ 2 bilhões

Segundo a Rumo ALL, empresa concessionária que atende 844 quilômetros de vias férreas no Paraná, a malha Sul, da qual Ponta Grossa faz parte, deve receber investimentos na ordem de R$ 2,1 bilhões até 2020. Desse total, R$ 818 milhões serão investidos até o fim do ano que vem e contemplam substituição e reformas de locomotivas, vagões e recuperação de vias. Os demais, que fazem parte dos investimentos em longo prazo, estão condicionados à renovação das concessões. As ações serão direcionadas à obras estruturais e ampliação das operações.

Manutenção

Em contato com a concessionária sobre a manutenção das linhas, a empresa salienta que realiza manutenção periódica ao longo da linha férrea e principais passagens de nível de Ponta Grossa e região. São serviços que vão desde a troca de trilhos e dormentes até a limpeza da via e inspeções na malha.

Informações do Jornal da Manhã.

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