Distrito Industrial deverá ter ‘Clia’ em até dois anos

O município de Ponta Grossa deverá contar, até julho de 2017, com um Centro Logístico Aduaneiro (Clia). O prazo está especificado na Lei que homologa o Protocolo de Intenções com a Master Cargas Brasil, sancionada no último fim de semana. Para que isso aconteça, no entanto, a empresa precisa obter sucesso na transferência, para Ponta Grossa, da liberação do Clia solicitado pela Master Cargas para o município de São José dos Pinhais.
De acordo com a publicação, o município fará a doação de uma área de 187,8 mil m² para que a Master Cargas opere o Clia. Porém, caso a empresa não obtenha sucesso na instalação do Centro Logístico Aduaneiro no período de dois anos, a área será revertida automaticamente ao município. Com esse terreno, a Master Cargas terá uma área de 470 mil m² no Distrito Industrial (282,3 mil m² serão para o investimento no Centro Logístico e Armazém Geral, que terá 45 mil m² de área construída). A empresa se compromete a investir R$ 38 milhões, gerando 160 empregos diretos e 600 indiretos.
O delegado da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa, Gustavo Horn, afirma que não é um processo simples ‘trocar’ uma sede de Clia, e que não tem conhecimento de uma transferência do gênero, relatando que os processos são analisados por uma comissão encarregada. Contudo, afirma que a Receita jamais será um empecilho para o desenvolvimento da região. “Os recintos aduaneiros são muito próximos de locais de chagada mercadoria, como porto ou aeroporto; ou próximo do onde a mercadoria vai ser consumida. Não é a instalação de um Clia atrai cargas, são as cargas que atraem um Clia”, diz.
No protocolo, a Master Cargas atesta que existe a necessidade e interesse dos clientes no aumento produtivo e instalação em Ponta Grossa, a fim de obter redução de custos, facilidade de acesso e projeção de crescimento dos próximos anos, aumento da demanda – o que tornaria essencial a implantação de um centro logístico e posterior área aduaneira no município.
Armazém poderá ser cedido à RF
A Master Cargas, assim como observado em algumas atividades empresariais, terá períodos de sazonalidade. Dessa forma, em certos períodos, a empresa afirma que parte da estrutura ociosa poderá ser utilizada para o armazenamento de produtos apreendidos. “A Receita pode fazer licitação para utilizar da estrutura. A Receita tem depósitos que são locados, onde há igual trabalho de gerenciamento de mercadoria apreendida movimentada por terceiros”, reconhece Gustavo Horn.
Informações do Jornal da Manhã.





















