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Campanha da Fraternidade: formação capacita agentes

Dom Sergio abriu a formação que aconteceu durante todo o domingo (2), no salão paroquial da igreja Imaculada Conceição, no bairro de Uvaranas

A organização da formação foi realizada pela equipe diocesana da Campanha da Fraternidade
A organização da formação foi realizada pela equipe diocesana da Campanha da Fraternidade -

Da Redação

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Dom Sergio abriu a formação que aconteceu durante todo o domingo (2), no salão paroquial da igreja Imaculada Conceição, no bairro de Uvaranas

            O bispo dom Sergio Arthur Braschi fez a abertura oficial da formação sobre a Campanha da Fraternidade 2020, ocorrida neste domingo (2). “O tema é maravilhoso porque vem de encontro com  toda essa caminhada de uma Igreja Samaritana, uma Igreja que cuida. Já no começo do pontificado do Papa Francisco, ele começou falando da importância do cuidado. De a gente cuidar das pessoas, dos migrantes, que atravessavam o Mar Mediterrâneo, e, a palavra do cuidado foi muito forte nas primeiras indicações do pontificado dele”, enfatizou o bispo.

             Dom Sergio lembrou que a diocese viveu, durante muito tempo, a mística da comunidade samaritana, “renovar as paróquias para irem ao encontro das pessoas em necessidade. Esse abrir os olhos para ver, sentir compaixão, não ter a globalização da diferença, como dizia João Paulo II, que é tão forte no mundo de hoje, mas, sentir compaixão pela pessoa que sofre e cuidar. E o tema, por um lado, mostra o dom que recebemos de Deus - o dom da conversão do coração, nos preparando para a Páscoa – mas, ao mesmo tempo, é um compromisso pessoal que temos que assumir”, argumentou o bispo, elogiando a figura de padre Valdecir Badzinsk. “É um privilégio, mais uma vez, ter um assessor de peso”.

             A coordenadora dos ministros extraordinários da comunhão eucarística da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, de Ponta Grossa, Carmem Luíza da Mata, considera de extrema importância a formação. “A gente volta fortalecido na fé para que possa mudar a comunidade, para que possa ir com outros olhos ver a nossa realidade, com compaixão, com amor, com um olhar diferente”, dizia a ministra que já participou ano passado.

             Da Paróquia Imaculada Conceição, de Carambeí, Osmar MacKeivicz, contava ser a primeira vez que acompanhava a formação. “A Campanha da Fraternidade tem compromisso muito grande com toda a sociedade. Nós, como Igreja, também temos esse papel e essa função de despertar nas pessoas essa sensibilização. No caso deste ano, em favor da vida. É preciso discutir essas questões, levar isso para as nossa comunidades, para que a gente tenha um olhar do próprio Cristo para as pessoas que estão, muitas vezes, à margem daquilo que nos pregamos como evangélico” afirmava.

               Para MacKeivicz, que auxilia na evangelização da juventude e é coordenador do Conselho Pastoral da Comunidade, na matriz, a formação repassa tudo aquilo que se precisa, com uma fundamentação bíblica, teológica e teórica, para que se tenha elementos para discutir com outras pessoas. “Às vezes, se fica muito no senso comum e a formação favorece isso: nos dá conhecimento para uma discussão mais ampla”.

Agentes querem estimular o ‘cuidar’ na Igreja 

               “A Campanha da Fraternidade deve ser aplicada na prática. Não basta ler o texto. O texto ilumina uma realidade. É a base propulsora. Esse é o grande diferencial”, resumia o padre Valdecir Badzinski, secretário executivo do Regional Sul 2 e assessor da formação dada a 170 agentes da campanha, que vieram de todos os oito setores da Diocese de Ponta Grossa.  O padre detalhou todo o texto-base através exposições orais, trabalhos de grupo e plenárias. No final, foi lido e assinado o compromisso, com as propostas dos representantes paroquiais de sugestões de ações concretas.

               Para o assessor , a formação capacita as lideranças para voltarem a suas capelas e serem uma âncora e uma luz na vida de todas as pessoas,  famílias, as instituições e organizações da sociedade. Para dizerem em que a Igreja acredita e o que ensina. “Por isso o campo formativo é essencial para que a Igreja tenha uma caminhada una. A unidade é que faz a diferença dentro de uma diocese. Quando se reúnem os lideres, então, se cadencia os passos pastorais”, destacou, ressaltando também a convivência, reflexão, o aprimoramento e a avaliação da vida pastoral e diocesana presentes neste tipo de dia formativo.

              A Campanha da Fraternidade 2020, ‘Fraternidade e vida: dom e compromisso’, tem como lema, ‘Viu, sentiu compaixão e cuidou dele’, o que, segundo padre Valdecir, é muito amplo.  “Por mais que nos debruçássemos sobre ele longos dias não conseguiríamos abarcar sua magnitude e aplicabilidade. Justamente porque fala da fraternidade e vida. E quando se fala em vida, ela está inserida no dia-a-dia ou na história ou no futuro de cada pessoa; no meio ambiente, nos animais. E a Igreja está na defesa da vida”, avaliou. “Ainda mais quando percebemos esse lema tão profundo, no capítulo dez de São Lucas, da parábola do Bom Samaritano, quando o próprio Cristo se torna o bom samaritano para nós”, acrescentou.

                Antônio Portela, um dos coordenadores da Campanha da Fraternidade, considerou que padre Valdecir conseguiu conduzir com propriedade o aprofundamento do texto-base. “Pareceu que estávamos em um retiro diante da vibração que pudemos sentir nos participantes. O dia foi encerrado com a celebração da Santa Missa, onde foi feito o envio e lido o gesto concreto, com todos assinando uma carta-compromisso - já entrando dentro do espírito da campanha – e se comprometendo a executar as propostas surgidas hoje, tudo aquilo que foi discutido. Foi um dia muito proveitoso, que, tenho certeza, vai gerar grandes e bons frutos na Igreja”.

                  Dentre as propostas mais recorrentes estão achar formas de motivar mais a comunidade a se compadecer, não só ver, mas agir, ir ao encontro, além de também fortalecer os organismos, as pastorais sociais da Igreja. “Extrapolar o trabalho das pastorais, se apropriando da ideia de Igreja em Saída, para que todo o povo de Deus olhe para os marginalizados e passe a auxiliar mais”, informou.

Informações Assessoria de Imprensa

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