Médicos do Corpo Clínico e funcionários da Enfermagem do Hospital Evangélico resolveram suspender o atendimento aos Municípios que compõe a 3ª Regional de Saúde. A decisão foi tomada durante uma assembleia ontem (20) e o argumento dos funcionários é a falta de estrutura do Hospital Evangélico para atender a "gigantesca demanda".
A informação foi divulgada nas redes sociais pelo vereador Pietro Arnaud (PTB). "Comunicaram-me agora, que em Assembleia encerrada nesta noite (20) funcionários do hospital decidiram não atender mais outras cidades da região até que a Direção do Hospital atenda aos pedidos do Corpo Clínico", escreveu o vereador.
A Assembleia foi realizada pelo Corpo Clínico e pelos funcionários do setor de enfermagem do Hospital Evangélico. A reunião foi acompanhada por representantes do Conselho Regional de Enfermagem – COREN. Segundo informações do vereador, a Assembleia teve aproximadamente 40 pessoas presentes. Dos 15 médicos do quadro do hospital, 11 participaram da reunião. Os funcionários decidiram não atender mais os demais Municípios que compõe a região da 3ª Regional de Saúde, ou seja, a partir de hoje (21) irão atender apenas as gestantes de Ponta Grossa. Reinvindicações Informações veiculadas por Pietro dão conta de que o número de profissionais de enfermagem contratados tem condições de atender apenas 18 leitos, uma vez que cada leito conta com 2 pessoas, uma mãe e um bebê. Segundo Pietro, um documento já foi assinado nesse apontando que os funcionários do Hospital só vão restaurar a totalidade dos serviços quando as alterações e investimentos apontados anteriormente pelo Corpo Clínico forem atendidos. Não sendo, os funcionários irão paralisar totalmente os serviços no prazo de 60 dias. Atendimento sem fiscalização De acordo com Pietro, no domingo a tarde (19) o Conselho de Enfermagem fiscalizou o Hospital Evangélico e encontrou dois estagiários de enfermagem atendendo cerca de 40 pacientes no Hospital, sem supervisão. Prejudicados Os Municípios que ficarão sem atendimento e que compõe a 3ª Regional de Saúde são: Arapoti, Carambeí, Castro, Ipiranga, Palmeira, Piraí do Sul, São João do Triunfo, e Ponta Grossa. "Amanhã mesmo vou entrar em contato com todos os Prefeitos da Região, uma vez que essa situação precisa ser resolvida por todos nós. Não se pode lavar as mãos numa situação dessas. O que mais lamento, é a inércia da Administração. Infelizmente. Amanhã vamos procurar também o Ministério Público", escreveu Arnaud. CEI investiga o hospitais da cidade Para traçar um diagnóstico das maternidades de Ponta Grossa, a Comissão Especial de Investigação (CEI) da Câmara Municipal solicitou à Vigilância Sanitária os laudos de vistoria e autos de infração realizados nos hospitais Evangélico, Santa Casa de Misericórdia e Sant’Anna Unimed. A documentação das instituições, que atualmente são as únicas que executam partos no município, vai subsidiar as investigações dos vereadores. De acordo com o presidente da CEI, Pietro Arnaud (PTB), o grupo aguarda os laudos para se reunir com o Ministério Público Estadual (MP). “Assim que obtermos esses documentos vamos nos reunir imediatamente com a Promotoria de Saúde, precisamos que o MP acompanhe esta situação”, afirma.