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Miguel Sanches Neto lança novo livro de crônicas

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O escritor paranaense Miguel Sanches Neto lança em Ponta Grossa na próxima quarta-feira (22), às 19h30, no Centro de Apoio da Viação Campos Gerais, o livro “Um menino toca flauta no metrô”. Esse é o quarto volume das crônicas reunidas, publicado pela Container Edições através da Lei Rouanet e da Lei Bepe de incentivo à cultura. O projeto tem o apoio da Fundação Municipal de Cultura de Ponta Grossa.

Com a coletânea Um menino toca flauta no metrô, Miguel complementa o volume anterior da coleção, Uma outra pele, que também teve o patrocínio da VCG. “Em Uma outra pele, reuni as crônicas que falavam de leitura, de formação de público para textos literários. Em Um menino toca flauta no metrô, trato da escrita, das questões da vida do escritor, que tem que se dedicar a escrever. São livros irmãos, complementares. E dão um panorama da atividade literária, tanto no momento da criação quanto da recepção”, explica Miguel.

O livro reúne 37 crônicas onde Miguel explora em textos com humor e leveza, lances da vida de alguém que tudo faz para dedicar a maior parte de seu tempo à escrita. Revelando a sua casa, as suas manias e o seu percurso existencial, o escritor busca criar no leitor uma intimidade com este trabalho contínuo, sem férias, com as palavras, mas com palavras que vêm tanto dos livros quanto das pessoas com quem ele convive. O escritor é uma espécie de ponto de encontro da tradição oral com a literária.

Todos os eventos, mesmo os mínimos, como a presença de uma aranha que todos os dias arma e desarma a sua teia, servem para o autor pensar a sua atividade. O livro também se dirige aos que pretendem escrever, revelando as crenças de quem se fez um homem-narrativa, uma pessoa cuja identidade está na capacidade de usar a língua com um sentido musical, para que atinja as pessoas sensorialmente.

Através do projeto Miguel irá repassar 500 unidades da obra para o programa Pega Aí, outras 500 unidades para o projeto Biblioteca Cidadã, que distribui os livros para as bibliotecas paranaenses, 200 unidades para escolas da região e 200 unidades para instituições culturais. “Através das leis de incentivo temos a oportunidade de favorecer a circulação de obras na região”, enfatiza.

Outro aspecto importante salientado por Miguel é que a produção e edição dos livros empregam talentos locais. E o dinheiro dos impostos federais fica na região. “É preciso conquistar mais empresas que compreendam a cultura como um setor produtivo. Fico muito feliz com o fato de a VCG, através de seu diretor Egberto Nissel de Carvalho e Silva, ter compreendido a importância de patrocinar livros que tratam diretamente da leitura e da produção literária”, reforça.

Os outros livros da coleção publicados são Vista-se logo querida e Cidades Alugadas, patrocinados pela MacPonta. O projeto ainda está em fase de captação de recursos para a edição dos outros três livros da coleção.

Informações da assessoria.

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