Sobrevivente de chacina presta depoimento à polícia
A Polícia Civil de Ponta Grossa ouviu André Guedes Pereira , sobrevivente da chacina em um moto clube do município, na noite da última terça-feira (16). Em depoimento aos investigadores, André confirmou a versão de testemunhas no caso e apontou Donizete José de Almeida, conhecido como ‘Moycano’, como o ‘mandante’ do crime.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Danilo Cesto, o depoimento acrescentou informações no processo de investigação e ‘bateu’ com os dados apresentados por outras testemunhas. André teria contado que Moycano acabou assediando a mulher de uma das vítimas – Marcelo. “O marido ficou sabendo da situação e decidiu tirar satisfação, com a ajuda de outras três pessoas. Eles teriam arrancado o colete de motoqueiro de Donizete, que acabou se retirando da festa”, conta o delegado.
Na sequência, os amigos continuaram conversando e acabaram sentando em uma mesa – junto com André. Cerca de meia hora depois, Moycano teria voltado para a festa com outras duas pessoas e realizado o crime. “André afirmou que foi baleado porque estava sentado na mesma mesa das pessoas que teriam participado da confusão, mas que não chegou a brigar com ninguém”, declara Danilo Cesto.
O depoimento de André esclareceu que todos os criminosos portavam armas de fogo – alguns com até dois revólveres, um em cada mão. Os atiradores acabaram fugindo logo após os disparos.
Justiça expede mandado de prisão para ‘Moycano’
Responsável pelas investigações, o delegado Danilo Cesto também informou que um mandado de prisão temporária no nome do principal suspeito – Donizete José de Almeida, o ‘Moycano’ – foi expedido nos últimos dias. “Equipes de Ponta Grossa e de Curitiba seguem em busca de informações do paradeiro do suspeito. Assim que for encontrado ou se apresentar à polícia, ele deve ser preso enquanto o processo de investigação não é concluído”, afirma o delegado.
Próximos passos
Danilo Cesto afirmou que a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de Curitiba, está auxiliando os policiais civis de Ponta Grossa no processo de investigação. A equipe tenta, agora, identificar os outros dois envolvidos no crime – que supostamente ‘auxiliaram’ Moycano nos homicídios.
“O próximo passo é buscar a identidade dos outros dois envolvidos. Para isso vamos ouvir testemunhas e conhecidos de Moycano e do moto clube do qual ele era integrante”, explica o delegado Danilo Cesto.
Crime deixou três vítimas fatais
Thiago de Andrade, 31 anos de idade, e Marcelo Elias, 33, morador de Ponta Grossa, foram atingidos e morreram ainda no local da briga. João Paulo França Stoll foi socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros e levado até a Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa, mas faleceu na madrugada de ontem (13).
André Guedes Pereira também foi atingido pelos disparos e continua internado no Hospital Bom Jesus. Segundo as primeiras informações, toda a confusão teria começado quando Donizete assediou a esposa de uma das vítimas fatais.
Arma de uso restrito foi usada no crime
Os primeiros indícios coletados pela Polícia Criminalística mostram que a arma usada no crime foi uma pistola .9 milímetros, arma de uso restrito das Forças Armadas. Vários disparos foram efetuados no local que teria a presença de mais de 300 pessoas no momento da confusão.





















