Cadeirante pede melhorias no acesso ao campus da UEPG
André Kogut, de 22 anos, é morador do Núcleo David Federmann em Uvaranas. Portador de necessidades especiais, André foi diagnosticado com uma doença rara conhecida como ‘Ossos de vidro’ – a chamada Osteogênese Imperfeita. Mesmo com todas as dificuldades, o morador passou a frequentar as ruas do bairro recentemente e sentiu falta de itens essenciais de acessibilidade – principalmente próximo ao Campus de Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
“Antigamente eu não tinha costume de sair para muito longe da minha casa, eu só ia para alguns lugares por perto e às vezes assistia aos jogos do Operário no Germano Krüger com meu pai. Comecei a andar por Ponta Grossa recentemente e percebi alguns problemas que cadeirantes e outras pessoas com necessidades especiais passam”, conta André – torcedor fanático do ‘Fantasma de Vila Oficinas’.
Em um dos passeios pelo bairro, André foi até o campus de Uvaranas da UEPG e notou a falta de acessibilidade já na entrada. “Não existem rampas de acesso e isso prejudica a mim e todas as pessoas, como cegos e outros portadores de deficiência. Preciso andar no meio dos carros se quiser entrar pelo portal da universidade, já que não existem as rampas e passeios necessários” conta.
O problema se estende para vários pontos do município, segundo André. Durante passeios pelas ruas, ele já notou problemas em calçadas quebradas e muito pequenas, falta de rampas de acesso nas esquinas e sinalização no chão para deficientes visuais, por exemplo. “O problema das calçadas esburacadas é muito pior, porque não prejudica só a mim. Pode ser que crianças ou idosos se machuquem por falta de um lugar ideal para andar”, ressalta.
UEPG planeja ‘repaginar’ campus
Em contato com a assessoria de imprensa da UEPG, a instituição confirmou alguns problemas em relação à acessibilidade e informou que já está tentando diminuir os problemas. Um planejamento feito pela instituição pretende revitalizar todo o Campus de Uvaranas e um dos pontos é a construção de espaços com rampas e calçadas próprias para deficientes, além de melhorias na questão de acessibilidade.
O plano também inclui reformas no sistema viário, sinalização de placas e construção de uma ciclovia. No entanto, a UEPG salienta que ainda está estudando o projeto e precisa captar recursos para coloca-lo em prática – o que deve demorar algum tempo, de acordo com a assessoria de imprensa.
A UEPG ainda informou que oferta, através da Coordenadoria de Assistência e Orientação ao Estudante (CAOE) todo o apoio necessário para acadêmicos portadores de deficiência – principalmente durante o período em que está na universidade. No entanto, questões como o acesso principal ao campus, nunca foram questionadas pelos estudantes e, por isso, não foi dado tanta atenção. Após o ‘alerta’ da equipe de reportagem do Portal ARede, a assessoria de imprensa afirmou entrar em contato com a coordenadoria para pensar em medidas rápidas para amenizar a situação – enquanto a revitalização do campus não fica pronta.





















