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Falta de médicos agrava situação do Evangélico

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Em depoimento à Comissão Especial de Investigação (CEI) das Maternidades, o diretor do Corpo Clínico do Hospital Evangélico de Ponta Grossa, Adilberto Souza Raymundo, denunciou irregularidades nas condições de trabalho e o déficit de médicos na instituição.

Segundo Raymundo, além da insuficiência estrutural para atender todos os partos, os médicos chegam a fazer até 60 horas de plantão para suprir a falta de pessoal no quadro do hospital. A sobrecarga foi apontada pelo diretor através de uma cópia da escala de plantonistas.

Raymundo também levou aos membros da CEI outros documentos sobre o déficit de profissionais e disse que não existem pediatras no Evangélico. “Tem um pediatra que fica disponível há distância e outros dois que eventualmente se disponibilizam. Não tem nenhum presente no hospital”, relatou.

Para comprovar a falta de pediatras, o diretor apresentou um ofício assinado pelos anestesistas, que teriam pedido a contratação de mais profissionais. Conforme o documento, os procedimentos cirúrgicos em crianças seriam interrompidos se não houvesse o acompanhamento pediátrico.

Segundo Raymundo, já houve a tentativa de novas contratações, mas a ausência de estrutura e condições de trabalho teriam afastado os médicos do Evangélico. “O hospital não tem estrutura de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, não temos uma sala pré-cirúrgica (…). Os médicos não aceitam trabalhar sem condições e com uma demanda muito grande”, relatou.

O presidente da CEI instalada na Câmara Municipal, Pietro Arnaud (PTB), cobrou mudanças administrativas no Evangélico. “O depoimento do diretor confirma a necessidade de um choque de gestão na administração do hospital”, defendeu. O Jornal da Manhã tentou contato com a administração da unidade, que preferiu não se manifestar. “O hospital não tem autorização para passar ligações de reportagem”, afirmou.

SAÚDE - CEI se reúne com 3ª Regional

Os membros da Comissão Especial de Investigação (CEI) das Maternidades se reúnem hoje com a diretora da 3ª Regional de Saúde do Paraná, Sheila Tramontin Mainardes. De acordo com Sheila, o Hospital Evangélico tem se mostrado em conformidade com os objetivos da Secretaria Estadual de Saúde. Entretanto, a diretora não descarta a possibilidade de uma nova avaliação da instituição. “Até onde temos conhecimento, o hospital atende ao que foi pactuado. Vamos analisar o que a CEI vai trazer e ver se cabe algum procedimento”, disse.

Informações do Jornal da Manhã

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