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PG quer ser referência nacional em produtividade de soja

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Afonso Verner

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onta Grossa quer voltar a ser referência em soja. O município que recebeu, no passado, o reconhecimento como ‘Capital Mundial da Soja’, agora voltou a ficar em evidência no Brasil com o recorde nacional de produtividade do grão, de 141,79 sacas por hectare, obtido pelo agricultor e consultor Alisson Hilgemberg. Agora, o objetivo é maior: quebrar o recorde mundial de produtividade de soja, de 173 sacas por hectare do agricultor norte-americano Kip Cullers, obtido em 2008.

O recorde foi obtido na fazenda da família Hilgemberg, de Vilson Hilgemberg, pai de Alisson, localizada no Distrito de Guaragi. O grão foi cultivado em uma área cinco hectares, monitorada para o Desafio de Máxima Produtividade de Soja, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil, do qual Alisson foi o campeão.

“Esse título é resultado de todos os anos de dedicação e investimento em tecnologia que realizamos. Meu filho quis seguir pelo mesmo caminho, se tornou engenheiro agrônomo e desde então vem trabalhando em nossas propriedades. Ou seja, trabalhamos em família com muito empenho para alcançar esse patamar e reconhecimento nacional”, diz Vilson Hilgemberg. Para Alisson, é possível atingir esse recorde mundial já em 2016. “Se chover o tanto certo, pode ser que ocorra no próximo ano. Nesse ano choveu demais”, completa Alisson.


Eles estiveram, na última quinta-feira, reunidos com o Prefeito Marcelo Rangel e o Secretário de Agricultura e Pecuária, Gustavo Ribas Netto. Rangel parabenizou a conquista e a definiu como motivo de orgulho para a cidade. “É um orgulho muito grande termos o melhor do Brasil em Ponta Grossa. Esperamos que esse título seja apenas o primeiro passo para que o município seja novamente reconhecido como a capital da soja”, destaca. Ele relata que a prefeitura trabalha para dar apoio aos produtores rurais, desde o pequeno até o grande, para que a agricultura desenvolva cada vez mais no município.

Gustavo Ribas Netto, também destacou o mérito do produtor, que alcançou esse resultado pelo investimento e uso de tecnologias inovadoras, do plantio à colheita. “A produção de soja costuma ser de 40 a 60 sacas por hectare, então o total alcançado por um produtor de nossa cidade é mesmo surpreendente. Esse título coloca Ponta Grossa mais uma vez no topo da produtividade nacional de soja”, aponta o secretário.

Recorde mundial - Marca poderá ser obtida com condições climáticas favoráveis

Para tentar quebrar esse recorde mundial, Alisson afirma que é necessário contar com o clima favorável. “É um trabalho contínuo feito para estruturar solo para chegar a isso, e torcer para que o clima ocorra de forma favorável”, diz. Ele explica que seu pai trabalha há mais de 30 anos com ‘plantio direto’ na propriedade, o que favorece a alta produtividade, já que o solo da região não é tão fértil quanto em outras regiões do estado. Além da preparação de solo, há a combinação com o clima e a variedade do grão plantado, além de muita tecnologia do plantio à colheita. Cabe destacar que a área cultivada é não irrigada, ao contrário das condições de Kip Cullers. “Lá é diferente a dinâmica. É uma área irrigada, com injeção de CO2, tem luz artificial. Não é uma condição de campo”, diz Alisson. A família cultivou, na última safra, 610 hectares de soja, onde obteve produtividade de 90 sacas por hectare.

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