Comércio de veículos tem queda de 18,1% em PG

O mercado de veículos ponta-grossense segue a tendência nacional de retração. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Ponta Grossa registrou, neste primeiro semestre, 3.495 emplacamentos, somando veículos, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos. Esse número é 18,1% inferior ao registrado no mesmo período em 2014, quando o mercado também começou a apresentar sinais de retração, e 4.268 emplacamentos foram registrados. No Brasil, a baixa foi semelhante, de 17,62%. Já em relação a 2013, quando foram comercializados 4.675 veículos entre janeiro e junho em Ponta Grossa, a retração acumulada é superior a 25%.
Comparando apenas os meses de junho, a retração é de 15,11%. Em junho deste ano, foram emplacados 556 veículos, contra 655 em 2014. Entre automóveis e comerciais leves a retração foi de 23,89%, (565 em 2014 contra 430 em 2015). A queda não foi maior pelo fato de que houve um crescimento de 58,6% no número de motos vendidas, de 58 para 92.
Washington Lima, gerente de vendas da Cipauto, concessionária Chevrolet no município, o mercado de Ponta Grossa teve retração semelhante ao mercado nacional. “Janeiro foi um mês bom, porque o cliente pegou carros com preço de final de ano, e a condição financeira do país não estava tão escancarada como está hoje. Percebemos que na crise o consumidor está com medo a de assumir alguma dívida, sem ter perspectiva que a coisa vai melhorar num curto espaço de tempo”, explica.
Em uma análise geral do mercado, o gerente de vendas da Servopa, concessionária Volkswagen, Edielson Josias Gonçalves, avalia que a baixa ocasionou demissões e uma série de fatores negativos para a economia da região. No caso da concessionária, ele relata que a queda acompanhou a baixa do mercado nacional. “É um momento de sazonalidades e com isso não ficamos na esperança de grandes mudanças. Mas os bancos deve tem uma ação em relação à restrição do crédito”, diz.
Recuperação é prevista para o 2ª semestre de 2016
Quanto a uma recuperação, ela deve ocorrer apenas no segundo semestre do próximo ano. “Os economistas acreditam em leve recuperação no mercado no segundo semestre deste ano”, diz Lima. Porém, para ele, devido às condições atuais de mercado, agora é o momento de fazer a aquisição. Para ele, condições melhores que as atuais (redução em termos de encargos e impostos) são improváveis. “Além das promoções e campanhas, as lojas estão vendendo com mesmo preço que se vendia no ano passado, mas com condições diferenciadas, como taxa de juros subsidiada”, completa.
Informações do Jornal da Manhã.





















