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Aumento de demissões preocupa sindicato lojista em PG

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O baixo desempenho do comércio neste ano está preocupando o Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa (Sindilojas PG). Com uma retração nas vendas de 6,82% em relação ao mesmo período em 2014 (segundo dados da Fecomércio de janeiro a abril), lojas de Ponta Grossa estão demitindo funcionários, sem contratar outras pessoas para o mesmo posto. “Eu visito os lojistas e todos eles falam que as demissões estão maiores neste ano”, relata o presidente do sindicato, José Loureiro. Uma das alternativas para tentar reverter esse panorama é a proposta de abrir as lojas nos domingos, uma vez por mês. Os números do Sindicato dos Comerciários confirmam – as lojas do comércio varejista em geral demitiram, neste ano, 893 pessoas, contra 746 no ano passado. Contudo, somando todos os setores do comércio, mesmo os específicos (como lojas de autopeças, farmácias, materiais de construção, entre outros), há uma estabilidade, segundo o presidente do sindicato: 2062 em 2014 contra 2026 em 2015. “Esses números são de trabalhadores demitidos com mais de um ano de serviço. Com menos de um ano não temos controle”, diz João Vendelin. É justamente este número, de trabalhadores, os com pouco tempo de experiência no trabalho, que preocupa o Sindilojas. “Como neste ano as empresas estão demitindo, eles mandam embora os profissionais mais ‘baratos’, com menos tempo de emprego, com menos de um ano. Só em abril, os mercados demitiram cerca 500 pessoas; só um mercado mandou 150 embora”, explica Loureiro. Além disso, ele lembra de empresas que encerraram atividades na cidade. “A Móveis Campo Largo e a Salfer, por exemplo, fecharam. E aumentou o número de demissões”, completa. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que houveram, de janeiro a maio, 5.172 admissões contra 5.605 demissões no comércio, o que representa o fechamento de 433 postos de trabalho. Em 2014 ocorria o inverso: a subtração dos 5.766 desligados do número de 6.175 admitidos resultava em um saldo positivo de 409 postos gerados. Para reverter o problema, o Sindilojas tenta negociar uma expansão no horário de abertura das lojas. “Estamos querendo abrir nos domingos, uma vez por mês, das 14h às 20 horas, no primeiro fim de semana após o quinto dia útil. Já encaminhamos essa proposta ao Sindicato dos Comerciários”, diz Loureiro, lembrando que a realização de promoções está dificultada devido à substituição tributária. Informações do Jornal Banda B
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