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Tragédia na BR-376 segue sem definição na Justiça

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Afonso Verner

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Quase um ano depois do acidente que vitimou cinco pessoas das família Scheifer e Machado na BR-376 em Ponta Grossa, o julgamento do caminhoneiro Rafael Conrado, acusado de causar o acidente quando estaria embriagado, segue sem definição. Ontem (06) Conrado participou da segunda parte da audiência de instrução no Fórum de Ponta Grossa e a definição da pena ou de um encaminhamento para o Júri Popular deve sair em até 35 dias.

A audiência aconteceu de maneira tranquila, segundo os advogados de defesa e também de acordo com os auxiliares da acusação. Agora ambas as partes tem cinco dias úteis para apresentar as considerações finais por escrito ao juiz - o magistrado então decidirá se o caso irá a júri popular ou se a pena será aplicada pela Justiça Simples.

Segundo Fernando Madureira, advogado que representa os interesses das famílias Scheifer e Machado, Conrado voltou a negar que bebeu no dia do acidente. "Ele deu uma desculpa que havia consumido algum tipo de doce e que isso poderia explicar o resultado positivo apontado pelo etilômetro", ironizou Madureira.

Já o advogado responsável pela defesa de Rafael Conrado, Davidson de Souza, explicou que deve exigir em juízo que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) anexe ao processo outros dois testes feitos no etilômetro com o caminhoneiro, comprovando que ele não havia bebido (os dois resultados seriam negativos). "O Conrado foi obrigado a fazer o teste do bafômetro quando já estava no hospital recebendo medicação. Isso pode muito bem ter interferido no valor apontado pelo aparelho", contou Davidson.

Defesa aposta em absolvição

 A defesa do caminhoneiro usa a tese de que Conrado foi mais uma vítima do incidente que matou as cinco pessoas no dia 3 de agosto. Segundo Davidson, o laudo cedido pela seguradora do caminhão de Rafael como também as circunstâncias do acidente demonstram que o caminhoneiro foi fechado e não causou a colisão.

"As características dos carros e das carcaças do caminhão mostram que Conrado foi fechado e jogado para o outro lado da pista. Ele foi mais uma vítima do acidente e não o causador da tragédia", argumentou Davidson.

Família protestou em frente ao fórum

Familiares das cinco vítimas do acidente protestaram em frente ao Fórum durante a audiência ontem (06). Os amigos e parentes das vítimas pedem punição exemplar e rigorosa a Conrado - o rapaz segue preso no Hildebrando de Souza desde o dia do acidente.

Acusação acredita em júri popular

Madureira acredita que o caso deva ser levado ao júri popular por "se tratar claramente" de um homicídio culposo - quando se assume a intenção de matar. O advogado estima que caso Conrado seja levado ao júri, a pena deve chegar aos 20 anos em regime fechado.

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