Greve afeta atendimentos em órgãos federais em PG

Depois de seis anos sem realizar greve, a partir de hoje, os trabalhadores do Seguro Social e da Seguridade Social – que engloba unidades do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ministério da Previdência, Saúde e do Trabalho – cruzam os braços em todo o país. A decisão foi tomada no Paraná no último dia 27 de junho durante Assembleia Geral que reuniu 140 delegados de 31 municípios. A discussão regional se somou ao pleito nacional, após assembleia e plenária no último dia 4.
A paralisação seguirá por tempo indeterminado. Em Ponta Grossa, a categoria fará um protesto nesta quarta-feira, em frente ao prédio do INSS, situada na Rua Marques do Paraná, 799, na Ronda. A atividade terá início às 8 horas e marcará o início dos protestos no município. O ato promete ser pacífico.
Segundo o comunicado oficial do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs), a decisão foi tomada após serem esgotadas todas as tentativas de negociação com o governo. Sem aumento desde 2012, a categoria pede 27% de reajuste. O documento destaca ainda que o Sindicato “cumpriu todos os requisitos legais para a deflagração da greve”.
Entre as outras reivindicações da categoria está a incorporação das gratificações; Plano de Cargos e Carreiras; 30 horas de trabalho para todos os servidores; Concurso público para repor quadro funcional; Fim do Assédio Moral; Contra as terceirizações e isonomia salarial e paridade entre ativos e aposentados.
EM QUATRO ANOS - Governo sinalizou para reajuste de 21%
Ainda segundo informações repassadas pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs), durante o período de negociação anterior à greve , o governo federal sinalizou com a possibilidade de um reajuste de 21%, dividido em quatro anos. A alegação para a oferta estava baseada na informação de que a inflação no país não ultrapassaria 20% até 2018. A categoria rebateu se apoiando em projeções que mostram uma inflação de 10% apenas neste ano.
Informações do Jornal da Manhã





















