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Justiça define futuro de Rafael Conrado hoje

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Afonso Verner

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O caminhoneiro Rafael Conrado continua a ser julgado hoje (06) em Ponta Grossa. Conrado é suspeito de provocar um acidente que matou cinco integrantes da família Scheifer em agosto de 2014. Desde a data do acidente, o caminhoneiro está preso no Hildebrando de Souza - ele foi flagrado no exame do bafômetro logo após a tragédia.

A segunda parte da audiência de instrução de Conrado será realizada a partir das 16h30 de hoje (06) no Fórum de Ponta Grossa. Segundo Fernando Madureira, advogado assistente de acusação no caso, a expectativa é de que o caminhoneiro vá a júri popular. "Nós entendemos que o caso se trata de um homicídio doloso. Já que o réu estava embriagado e assumiu o risco de matar as vítimas", argumentou Madureira.

Caso o juiz responsável pelo caso entenda que Conrado não deve ser julgado pelo júri, ele mesmo dará a pena ao caminhoneiro. "Nossa expectativa é de que ele cumpra pelo menos 20 anos em regime fechado", explicou Fernando.

Defesa aposta em novo laudo

Davidson de Souza, advogado de defesa de Conrado, aposta em um novo laudo para provar a inocência do caminhoneiro. Em novembro de 2014, Davidson apresentou um laudo pericial a equipe de reportagem do Jornal da Manhã e do Portal aRede que apontaria para a inocência do rapaz na tragédia registrada no dia 3 agosto na BR-376.

O laudo apresentado foi feito pela seguradora do caminhão de Conrado – o documento aponta para o fato de Rafael ter sido 'fechado' por outro caminhão e não batido contra a traseira do veículo. “O Conrado foi injustiçado e está sendo julgado publicamente de maneira totalmente injusta. Nos autos só constam provas da acusação. Ele está preso de maneira irregular”, ponderou Davidson.

O documento da seguradora traz indícios de que a cabine do caminhão ficou destruída apenas do lado direito – o que comprovaria que Conrado foi jogado para fora da pista por uma “abalroada lateral”, conhecida popularmente como ‘fechada’. “Se a colisão fosse traseira o Conrado teria morrido ainda no local do acidente”, complementou Silva.

Pedidos de liberdade foram negados

O Tribunal de Justiça do Paraná negou habeas corpus impetrado pela defesa do motorista Rafael Conrado em outubro de 2014. Os desembargadores afirmam que a defesa do caminhoneiro não tem razão quando alega a falta de requisitos da prisão preventiva e carência de fundamentação da decisão judicial. Pelas informações prestadas e demais documentos que obtidos na investigação das causas do acidente, é possível verificar que Conrado foi preso em flagrante e teve sua prisão convertida em preventiva pela prática do crime de homicídio doloso com cinco vítimas.

Familiares prometem protestos

Segundo Fernando Madureira, familiares das vítimas prometem um protesto durante a chegada do réu no Fórum da cidade. Segundo o advogado, os parentes das vítimas desejam que o caso não passe impune e nem caia no esquecimento. Em junho, uma missa foi rezada no local do acidente em homenagem as vitimas da tragédia.

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