Loja no centro de PG é inundada após vazamento
As irmãs e empresárias Rosana e Ronilse Shimandeiro viveram momentos de terror na noite da última segunda-feira (29). A loja que a família administra há mais de 35 anos foi invadida por uma enxurrada - a situação teria sido causada por um vazamento nas tubulações da Sanepar. Segundo as irmãs, três andares do prédio (que ficam abaixo do nível da rua) foram atingidos pela água e o prejuízo é "inestimável".
De acordo com Ronilse, o vazamento de água só foi notado porque a matriarca da família e fundadora da loja verificou o sistema de monitoramento interno pelo celular. "Só vimos o que estava acontecendo quando a minha mãe viu a aguaceira dentro da loja através das câmeras. Se tivéssemos notado apenas no outro dia, não sei o que poderia acontecer", contou Ronilse.
O vazamento teria sido verificado por volta das 19h30 e só foi parcialmente solucionado às 22h30 - foram três horas em que o estoque e o estacionamento da loja se tornaram grandes piscinas. "Minha primeira ação quando cheguei lá foi tirar tudo da tomada. A água tinha invadido tudo e eu não sabia nem por onde começar a arrumar aquilo", explicou Rosana.
Prejuízo "inestimável"
Os danos ao estoque e aos materiais da loja foram tão grandes que as proprietárias não sabem nem mesmo precisar o valor exato. "Boa parte do nosso estoque foi molhado e mesmo que seque, a qualidade já não é a mesma. Peças feitas de borracha e coro, por exemplo, podem até secar, mas não ficarão com o mesmo aspecto de antes. Como vamos vender algo assim?", questionou Ronilse.
Além de arcar com o prejuízo nos materiais, as empresárias também tiveram que arcar com mais R$ 5 mil pagos a uma empresa responsável pela limpeza do local. Outro ponto que incomoda as irmãs é o fato de terem sido informadas de que alguns ressarcimentos só seriam feitos pela empresa mediante a apresentação de notas fiscais.
"Algumas máquinas aqui foram compradas de sapateiros que se aposentaram e outras foram adquiridas há mais de 30 anos. As notas fiscais desses produtos estariam em cruzeiro", ironizou Rosana.
Danos ao negócio de família
O grande prejuízo financeiro a empresa não ficou restrito aos materiais e objetos danificados na loja (principalmente botas e cintos de couro). O prejuízo a materiais históricos armazenados no local também entristeceu muito as empresárias. "Nossos pais demoram 30 anos para construir isso aqui. Foram três décadas de muita batalha e suor e é muito triste ver tudo desse jeito", explicou Ronilse.
Atendimento desatento
O atendimento prestado pela equipe da Sanepar foi alvo de várias críticas das empresárias. Além da demora para cessar o vazamento que inundava a loja, as irmãs questionaram a falta de comprometimento dos funcionários da empresa. "Vieram vários fiscais para tentar resolver o problema e a equipe certa só foi chegar aqui às 22h. Além disso, o fiscal para verificar os danos só veio dois dias depois quando tudo já estava muito mais organizado", contou Rosana.





















