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Decreto limita gastos da Secretaria de Obras de PG

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As medidas de contenção de gastos da Prefeitura de Ponta Grossa foram regulamentadas, ontem, através de decreto do prefeito Marcelo Rangel (PPS). Além dos ajustes já anunciados, como a exoneração de comissionados, o decreto também limita o empenho de novas despesas para a Secretaria de Obras e outras pastas, com exceções da Educação, Saúde e Recursos Humanos. As verbas para pagamento da dívida pública também serão mantidas.

De acordo com o pacote de ajustes, os recursos livres da Prefeitura não poderão ser utilizados pela Secretaria de Obras para serviços com maquinários, equipamentos, peças, combustíveis, caminhões, veículos e demais unidades da Frota Municipal.

O decreto também autoriza o Governo Municipal a leiloar bens inservíveis, como as máquinas e equipamentos sucateados da Secretaria de Obras. Segundo levantamento da pasta realizado no ano passado, mais da metade do maquinário se encontrava inutilizável. O secretário Alessandro Lozza conta que a situação é a mesma. “É muita coisa inservível. Quando assumimos, estas máquinas já estavam lá e então decidimos fazer um estudo para procurar formas de resolver este problema”, afirma. Em relação à limitação de empenhos, Lozza garante que os serviços da pasta não serão prejudicados. “Desde o início sempre fizemos economia com combustível, peças e equipamentos. Este decreto apenas regulamenta isso”, diz.

O leilão dos bens inservíveis faz parte das medidas para a elevação de receita, que também determinam a venda de imóveis públicos do município. Junto a alienação de terrenos e leilão de bens, a Prefeitura vai iniciar a distribuição de cartas aos devedores, para notificar os contribuintes sobre os valores em débito com o fisco municipal. O decreto destaca ainda o retorno do Programa Permanente de Recuperação Fiscal (PPRF), que deverá ser antecipado para o mês de agosto.

AJUSTES - Pacote dificulta novas licitações

Para reduzir despesas, o decreto assinado pelo prefeito Marcelo Rangel (PPS) dificulta ainda a realização de novas licitações. De acordo com o pacote de ajustes, os processos licitatórios de até R$ 100 mil dependerão de autorização da Secretaria de Gestão Financeira. Atualmente, os processos são centralizados no Departamento de Compras da Prefeitura. Já as licitações de valor superior a R$ 100 mil só ocorrerão com o aval do prefeito. As medidas terão validade até 31 de dezembro e buscam equilibrar as contas públicas para o município não infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O secretário de Gestão Financeira, Odaílton Souza, não se manifestou sobre o decreto até o fechamento desta edição.

Informações do Jornal da Manhã

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