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Biometria atinge apenas 4% do eleitorado de PG

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Passado um mês desde o início da revisão biométrica, apenas 4,03% do eleitorado de Ponta Grossa conseguiu fazer o recadastramento no Cartório Eleitoral. De 28 de maio até 26 de junho, quando foi realizada a última atualização dos dados, 9.412 eleitores foram atendidos pelo Fórum do município.
O número representa uma defasagem de 20% na meta prevista pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Com o encerramento do processo em 30 de setembro, o município deveria recadastrar 25% do eleitorado por mês para conseguir incluir todos os 233 mil eleitores na nova plataforma dentro do prazo determinado pelo TRE.

Apesar das longas filas e horas de espera, o Cartório de Ponta Grossa tem atendido aproximadamente 700 pessoas por dia. “Para cumprirmos a meta deveríamos atender pelo menos 2.600 eleitores diariamente, mas devido ao número reduzido de guichês isso é impossível”, afirma o chefe do Cartório Eleitoral, Jackson Wojcik Pinto.
Das 65 máquinas previstas pelo TRE, apenas 10 foram disponibilizadas recentemente ao Cartório de Ponta Grossa e se somaram às 15 já em operação desde 28 de maio. Os atendimentos ocorrem entre as 9 horas e 18 horas, de segunda-feira a sexta-feira.

Embora não haja estrutura suficiente para atender a demanda, o recadastramento é obrigatório para todos os cidadãos de Ponta Grossa. O município foi escolhido pelo TRE para fazer parte do Projeto Biometria, que no Paraná pretende abranger 84 cidades já nas eleições de 2016. Os eleitores que não conseguirem fazer a atualização terão o título eleitoral cancelado e estarão impedidos de votar no próximo ano.

Na tentativa de facilitar os atendimentos, o TRE criou um sistema de agendamento pela internet. Entretanto, o sistema tem sido alvo de críticas dos eleitores, que não encontram datas disponíveis para serem atendidos.

ELEIÇÕES 2016 - PG pode perder segundo turno

Uma das preocupações da Justiça Eleitoral de Ponta Grossa é a perda do segundo turno nas eleições de 2016. Caso o cartório não consiga transferir pelo menos 200 mil eleitores para o sistema biométrico até 30 de setembro, o município fica impedido de realizar o ‘desempate’ na disputa pela Prefeitura do próximo ano. O temor já havia sido levantado pela coordenadora do Projeto Biometria na cidade, juíza Laryssa Copak Muniz, durante a abertura do recadastramento. A reportagem do Jornal da Manhã tentou contato com a juíza na tarde de ontem para comentar o balanço do primeiro mês do recadastramento, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Informações do Jornal da Manhã

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