Presos incendeiam colchões na cadeia pública de PG | aRede
PUBLICIDADE

Presos incendeiam colchões na cadeia pública de PG

VÍDEO
| Autor: Gabriel Sartini

Gabriel Sartini

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Três internos do Presídio Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, provocaram danos na estrutura da unidade, após incendiarem um colchão. Todos eles encontravam-se na cela de isolamento. A rápida ação dos agentes carcerários impediu a propagação do fogo. Os envolvidos na situação foram algemados, retirados da cadeia e encaminhados à delegacia para a instrução de inquérito policial por danos ao patrimônio público.

Fontes ouvidas pelo portal aRede relatam detalhes do ato praticado pelos detentos. Três presos atearam fogo a uma corda formada por lençóis, popularmente chamada de ‘tereza’. Eles amarraram a corda em uma lâmpada até o tecido começar a pegar fogo e utilizaram colchões para tentar incendiar uma das celas. Os agentes logo perceberam a ação dos presos e removeram os detentos do local para apagar o fogo.

Imagens obtidas pelo portal mostram a mobilização dos funcionários da cadeia para acabar com o fogo. Os três presos foram algemados e conduzidos pela Polícia Militar até a 13ª Subdivisão Policial (13ª SDP). Além dos crimes pelos quais já respondem, os presos também devem responder por danos ao patrimônio público.

Superlotação

Reportagem veiculada pelo Jornal da Manhã no último fim de semana aponta que a população carcerária de Ponta Grossa, considerando a Penitenciária Estadual de Ponta Grossa e a Cadeia Pública Hildebrando de Souza, cresce 24% ao ano, segundo o diretor do Cadeião, Bruno Propst. Segundo Bruno, uma média de 20 novos presos chegam em Ponta Grossa por mês, o que representaria um crescimento de aproximadamente 2% ao mês. “A superlotação prejudica principalmente a segurança e o tratamento para os presos. O pessoal não dá importância para isso, mas é importante separar os presos por graus de periculosidade e a falta de espaço não nos deixa fazer isso”, explica Bruno.

Segundo dados do Mapa Carcerário do Estado do Paraná, Ponta Grossa possui uma população carcerária de 1.258 pessoas – com um percentual de ressocialização de 37%, 28% presos estudando e 12% deles trabalham. Apenas no Hildebrando de Souza, são 621 presos no local, enquanto a capacidade do espaço seria para abrigar 207 detentos, segundo os dados do Mapa Carcerário. “Os principais procedimentos prejudicados pela superlotação são questões como o trabalho e os estudos”, destaca Bruno. O Sistema Penal do município tem uma capacidade par abrigar 627 pessoas. Porém, levando em conta todos os presídios de PG, há uma superlotação de 491 presos.

Um relatório do Infopen (Sistema Integrado de Informações Penitenciárias) divulgado nesta semana aponta que a população carcerária brasileira cresce 7% ao ano. O número de presos no Brasil, segundo o relatório, chega a 607.731 pessoas – são cerca de 300 presos para cada 100 mil habitantes. O documento, com dados até junho de 2014, mostra um crescimento de 161% no total de presos desde 2000. Além disso, 25% das unidades prisionais tem mais de dois presos por vaga.

Site traça perfil dos presos

A Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos disponibiliza no seu site, através do Mapa Carcerário do Estado do Paraná, um perfil dos presos em todo o estado. No Paraná a população carcerária tem um total de 19.560 presos, sendo 18.402 homens e 1.144 mulheres. Nos presídios de Ponta Grossa, existem apenas 6 analfabetos, enquanto há 3 pessoas com Ensino Superior completo. Outros dados como a nacionalidade, tipo de prisão, tipo de crime e mandados de prisão estão disponíveis no site.

Com informações do Jornal da Manhã.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right