Comércio de PG amarga perdas de 7% em 2015

A Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) evidencia o momento de retração econômica em Ponta Grossa e em todo o Estado do Paraná. De acordo com o levantamento mensal, referente ao mês de abril, divulgado ontem, na comparação mensal (abril de 2015 em relação a abril de 2014), houve queda em todos os municípios. A média de retração em todo o estado foi de -7,97%, enquanto que em Ponta Grossa a baixa foi ainda maior, de -12,37%.
No acumulado do ano (janeiro a abril), a queda em Ponta Grossa também é maior. Se a média estadual está em -2,07%, no município essa retração atingiu a marca de -6,82%. Dessa forma, Ponta Grossa lidera o ‘ranking’ de retração, seguida pela região Sudoeste (-2,8%), Maringá (-2,5%), Curitiba e Região Metropolitana (-2,09%), Londrina (-1,71%) e Oeste (-1,57). Na comparação de abril com o mês anterior (março), Ponta Grossa se destacou: se no Estado a média foi uma queda de -9,47%, no município foi apenas de -0,98%.
De janeiro a abril, entre os 11 setores do comércio analisados, apenas quatro apresentaram crescimento nas vendas em relação ao ano passado. As lojas de departamentos lideram a alta nas vendas, seguida pelo setor de livraria e materiais de construção. O setor de combustíveis também está positivo, mas com um crescimento de apenas 0,46% em relação ao mesmo período no ano passado. As maiores quedas nas vendas são do setor de móveis, decoração e utilidades domésticas e concessionárias de veículos. Comparando apenas abril deste ano com o mesmo mês em 2014, quatro setores também estão com saldo positivo (coincidentemente os mesmos que registram alta no acumulado do ano). O destaque negativo fica por conta das concessionárias de veículos, com retração de 41,28% nas vendas.
Ao analisar os segmentos com maior alta e queda, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa (Sindilojas), José Loureiro, destaca que, com a crise as pessoas deixam de comprar produtos mais supérfluos, como veículos e móveis, e que o fraco desempenho em abril é reflexo de muitas demissões no setor supermercadista. Por ser uma cidade âncora para a região, uma baixa na economia reflete em perdas maiores, segundo Loureiro. “Como Ponta Grossa é uma cidade ‘polo’, muitas pessoas vem de fora comprar aqui; temos muitas revendas de veículos e caminhões e isso puxa. E aí o impacto da baixa nas vendas é maior”, esclarece.
Informações do Jornal da Manhã





















