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Projeto do Arco Norte une lideranças da região

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O Arco Norte é um dos poucos projetos unânimes entre as lideranças políticas dos Campos Gerais. Apesar de discussões sobre a forma de financiamento das obras, todos os deputados eleitos pela região reconhecem a necessidade do novo traçado rodoviário para o escoamento da produção e segurança no trânsito de Ponta Grossa.

O esforço político para a viabilização do Arco é um dos compromissos assumidos durante as eleições pelos parlamentares. O deputado federal Aliel Machado (PCdoB) destaca que o projeto beneficia não só a região, mas também a economia nacional. “Esta obra é muito importante, ela vai ajudar no desenvolvimento da economia do nosso país. Sem contar os graves problemas que temos hoje em Ponta Grossa relacionados com o trânsito”, afirma.

Para Aliel, que participou da última audiência do Ministério do Transporte sobre o tema, o Arco deve ser custeado com recursos públicos. O deputado defende a inclusão da obra no Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC). “Isso tem um custo e nós defendemos que o recurso para esta obra seja público, que tenha investimento do Governo Federal e do Estado. Porém, recebemos algumas negativas neste sentido, até porque não teve qualquer pedido anterior para a implantação do Arco no PAC”, comenta. “Temos uma discussão importante agora de como resolver este problema”, completa.

Deputado federal de segundo mandato, Sandro Alex (PPS) mostra otimismo com a união das forças políticas da região em torno do projeto rodoviário. “A gente avançou, acho que estamos deixando para trás as disputas políticas e estamos em busca de uma unidade política”, comenta. O parlamentar também lembra que, desde 2011, tem defendido o Arco Norte. “Eu fico orgulhoso por ser o primeiro a dizer que isso (Arco Norte) é o futuro e hoje as pessoas falam que isto já é uma necessidade”, completa.

Sandro conta que, ainda nos primeiros anos de atuação em Brasília, buscou incluir o investimento nas emendas de bancada. “Coloquei duas vezes, mas não era contemplado pelo governo, que não atende as emendas de bancada do Paraná”, relata. O parlamentar também afirma que o projeto foi ignorado pelo governo no Plano Plurianual (PPA) e que não houve anúncio do PAC 3 para a inclusão da obra.

Embora defenda o financiamento público das obras, o deputado estadual Marcio Pauliki (PDT) acredita que as parcerias público-privadas (PPPs) terão protagonismo nos próximos anos e poderão assegurar o Arco Norte. “Pelo Programa de Investimento e Logística (PIL), a gente notou que o Governo Federal está indo pelo lado das concessões, estamos vendo que as PPPs serão o grande futuro do país e não tem como ser diferente diante do cenário econômico”, diz. De acordo com Pauliki, é fundamental que haja harmonia entre os políticos em torno do Arco. “Agora temos uma questão de representatividade política, é uma oportunidade ímpar de fazer este pedido. Como vai ser custeado este projeto é uma questão secundária”, defende.

Ao lado de Aliel e Sandro, o 1º secretário da Assembleia Legislativa do Paraná, Plauto Miró (DEM), também acompanhou as discussões sobre o projeto com o ministro do Transporte, Antonio Carlos Rodrigues. Segundo Plauto, o ministro mostrou sensibilidade à reivindicação das lideranças políticas. “Saí de lá (Ministério) com o sentimento de que a obra se tornou uma prioridade para o Brasil”, conta. “Tenho certeza que a região, o Paraná e o Brasil vão ganhar com a realização desta obra”, ressalta.

AMCG defende construção de Arco

Além dos parlamentares federais e estaduais eleitos pela região, o Arco Norte em sido bandeira da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG). Para o presidente da entidade e prefeito de Ipiranga, Roger Selski (PR), o novo traçado vai beneficiar todos os municípios da região. “Com certeza é uma obra de extrema importância para todas as cidades próximas a Ponta Grossa”, afirma. No entendo, Selski lembra que o projeto não deve ofuscar outras reivindicações para a infraestrutura e logística dos Campos gerais. “Outras prioridades, de menor porte, também são necessárias para a região”, completa. O presidente da AMCG também considerou necessário um debate amplo sobre a forma de custeio do projeto.

Informações do Jornal da Manhã.

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