Construção do ‘Arco’ não onera pedágio

A empresa CCR Rodonorte, responsável pela concessão das rodovias BR-376 e PR-151 na região, admite a possibilidade da construção do Contorno Norte de Ponta Grossa. Como a obra não está prevista neste contrato atual de concessão, e caso o projeto não seja incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das formas de viabilizar seria através da prorrogação do contrato de concessão. O método foi recentemente utilizado para a melhoria de quatro rodovias na segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL), divulgado no mês passado. Dessa forma, não haveria reajuste nos valores das tarifas.
José Alberto Moita, presidente da CCR Rodonorte, reconhece a necessidade urgente de execução da obra, e disse que a empresa apoia qualquer tipo de medida para sua realização. Caso os governos federal e estadual reconheçam que não seja possível incluir o Arco no orçamento, Moita disse que a Rodonorte, se incumbida de sua execução, pode realizar a obra em três anos. “A concessionária apoia qualquer medida que venha a viabilizar a construção do Contorno, porque esta é a solução para as rodovias que atravessam Ponta Grossa. Seja pelo PAC, seja por outro meio. Caso seja do interesse do Governo Federal e também do Governo do Estado, utilizar o nosso contrato, nós podemos sim vir a realizar a obra, em um prazo de três anos de trabalho”, disse.
Segundo Moita, caso a empresa venha a executar o Contorno, não haveria reajuste no pedágio ou a criação de outra praça de pedágio. “Existem outras formas de viabilizar a obra, além desta. Entendemos que a realidade econômica do Brasil é outra hoje e devem ser realizados estudos de acordo com a economia atual. Mais prazo para a concessão é outra alternativa, ou seja, neste caso a empresa pode fazer a obra agora e receber somente a partir de 2021, por exemplo, com aumento do prazo”, declara.
Caso o método utilizado seja extensão do contrato, a estimativa é de que esse período da concessão seria ampliado em quatro ou cinco anos (as contas exatas ainda não foram feitas). “É uma alternativa rápida para retomar os investimentos em infraestrutura que o Brasil precisa, e este vem sendo o entendimento do país e dos investidores”, conclui o executivo.
DNIT aguarda autorização federal
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Paraná afirma aguardar a autorização do Governo Federal para poder executar os estudos sobre o arco. O superintendente regional do DNIT no Paraná, José da Silva Tiago, lembra que foi apresentada uma solicitação ao ministro dos Transportes, mas que o projeto do Arco ainda não está dentro de um projeto na Superintendência do Paraná, porque ainda não houve nenhuma liberação para fazer qualquer tipo de estudo. “Provavelmente o ministro deve analisar e, se assim liberar para o DNIT, e o DNIT à superintendência, vamos começar os estudos necessários para a execução desse contorno. Falta uma determinação, uma aprovação superior do ministro dos Transportes ou do diretor-geral do DNIT, que nos autorize a fazer esse tipo de trabalho, porque a superintendência, na realidade, é executiva”, informou.
Informações do Jornal da Manhã.





















