Donos de vans querem anular medida do Contran
Um protesto organizado pela Associação dos Transportadores Escolares de Ponta Grossa chamou a atenção de pedestres e motoristas nas ruas do centro da cidade durante a tarde desta quinta-feira (25). A categoria se mobilizou contra a nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que exige o uso de “cadeirinhas” para crianças de até sete anos e meio em transporte escolar e que deve vigorar no início de 2016. O documento foi publicado no último dia 17.
A concentração da carreata foi no encontro da Avenida Vinsconde de Taunay com a Rua Londrina, na 'rotatória' da via - na altura da Vila Santo Antônio. De lá, os manifestantes seguiram com 'buzinaço' pela Avenida Vicente Machado e foram até o Complexo Ambiental do município.
Para Márcia Schimanski, presidente da entidade, a manifestação foi a maneira encontrada para expor a insatisfação dos transportadores. "Não somos contra a segurança das crianças que dependem dos nossos serviços, mas não teremos condições de atender a todas essas exigências”, ressalta. Além disso, a atividade serviu como um alerta para os prejuízos que a medida poderá trazer aos pais que dependem desse tipo de transporte.
“Nossos veículos são inspecionados e saem de fábrica para atender o transporte escolar. A faixa de idade que hoje transportamos em nossas vans está dividida em dois períodos pela manhã. Às 7 horas levamos os adolescentes e às 7h30 as crianças de dois a sete anos. Com a nova resolução, não teríamos como trabalhar com esses dois grupos, pois não haveria tempo hábil para recolher ou instalar as ‘cadeirinhas’ e assentos”, diz. Para Márcia, isso impactará diretamente no valor e na oferta do serviço. “Obviamente que pelo gasto e pelo trabalho com esses itens o transporte das crianças irá praticamente dobrar o seu preço. Alguns transportadores já chegaram a comentar que ficarão apenas com o atendimento aos adolescentes”, completa.
Categoria questiona exclusividade
Outro ponto que vem contribuindo para a insatisfação dos motoristas de vans do transporte escolar é o fato da nova resolução não se aplicar ao transporte coletivo, aos de aluguel, aos de transporte autônomo de passageiro, como táxis, e aos demais veículos com peso bruto total superior a 3,5 toneladas. “Já que a justificativa é para a segurança das crianças, esses veículos também fazem esse tipo de transporte. Por que eles também não estão sendo contemplados?”, questiona Márcia Schimanski. A exigência da utilização de “cadeirinhas” e assentos em carros de passeio já vigora desde 2010.
Com informações do Jornal da Manhã.





















