Arco Norte renderá R$ 25 milhões a Ponta Grossa

A construção do Contorno Norte em Ponta Grossa poderá trazer inúmeros reflexos positivos para a economia municipal. Mais que o investimento de aproximadamente R$ 500 milhões (valor estimado para sua execução), a construção do ‘arco’ sobre a cidade geraria centenas de vagas de empregos diretas durante as obras e incidiria na arrecadação de impostos ao município. Com isso, poderá haver um reflexo positivo em todos os segmentos econômicos locais, como nos setores de serviços, comércio e até mesmo na indústria. Somente em ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), a obra deverá render aproximadamente R$ 25 milhões – 5% do valor total – aos cofres do município, que poderão ser aplicados em inúmeros projetos ou obras.
“Em linhas gerais, toda grande obra de infraestrutura gera um efeito residual na economia”, explica Weliton da Silva Barreiros, Diretor de Assuntos Econômicos da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg). Para ele, mesmo que uma grande constritora seja contratada de outra cidade para a execução, grande parte da mão de obra contratada é do município. “Tem a geração de empregos, a utilização de comércio local; o dinheiro circula. Há a aquisição de serviços do prestador de serviços, como vigilância, limpeza, transporte. Toda grande obra traz efeito não só no emprego e movimentação dessa massa salarial, mas também na prestação de serviços e produtos para abastecer a obra”, diz. Barreiros lembra que, por questão logística, deverá haver a contratação de empresas locais para a fabricação de concreto, de engenharia elétrica, indústrias de metalurgia, entre outras.
José Alberto Moita, presidente da Rodonorte, concessionária que administra estradas que cortam o município, que já presenciou os impactos de grandes obras a outras cidades, afirma que uma obra pode alterar a realidade de uma região. “É interessante o impacto que grandes obras trazem para a economia. Imagina, no período de dois ou três anos, aplicar R$ 500 milhões, o que não irá aquecer. Movimentará toda a economia da cidade”, declara.
Para José Loureiro, presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas PG), o reflexo será grande para os lojistas. “É uma obra extensa, então vai refletir positivamente no comércio, que vê com bons olhos. Por três anos o pessoal trabalhando, haverá contratação de pessoas em Ponta Grossa. Mas muitos vêm de fora e, nesse período, compensa trazer a família para morar aqui, e acabam consumido aqui”, relata.
Governo federal - Contorno Norte é prioridade em pauta entregue ao Ministro
Para a Federação das Indústrias do Estado do Paraná, o Contorno Norte está entre as obras prioritárias do setor de infraestrutura de transporte no Estado. Ela foi uma das três do setor rodoviário incluídas no Plano Estadual de Logística e Transportes (Pelt 2035), entregue ao Ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, em reunião realizada na última sexta-feira em Curitiba. Além do arco, estavam inclusas no documento melhorias no Contorno Sul de Curitiba e o acesso ao porto de Paranaguá.





















