Empresários aplicam R$ 2 mi em pavimentação de PG

Sem avanços na infraestrutura do Distrito Industrial Cyro Martins, empresários de Ponta Grossa pretendem pagar a pavimentação das vias com dinheiro do próprio bolso. Para driblar a falta de recursos do Poder Público, mais de 30 empresários vão contratar a Companhia Ponta-grossense de Serviços (CPS) e devem gastar aproximadamente R$ 2 milhões em pavimentação. Junto à Câmara Técnica do Polo Industrial (CTPI) da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), a CPS apresentou um orçamento e definiu as vias que serão contempladas com as obras.
No total, o empresariado deve custear o asfalto de cinco ruas do Distrito Industrial. O investimento será de R$ 2,2 milhões e 75% do valor parte da iniciativa privada. “Reunimos todos os empresários e, por unanimidade, aprovamos o projeto. A gente sabe que os governos estão quebrados e não podemos adiar as melhorias no distrito”, conta o coordenador da Câmara, Leonardo Puppi Bernardi.
A medida emergencial atende às dificuldades enfrentadas pelas empresas localizadas no distrito. “A situação do polo industrial é incompatível com o porte da nossa cidade e, além gerar prejuízo aos empresários, não contribuiu para atrair mais investimentos”, afirma Puppi.
Entretanto, apesar do acordo aprovado pela CTPI, ainda não houve avanço nas obras. Preocupados com a demora, o empresariado cobrou explicações da Prefeitura. O Governo Municipal informou que tem negociado um convênio com o Estado, que dispensaria o desembolso dos empresários. “O município está buscando verbas do Governo Estadual e tudo isso, como se sabe, é demorado devido à burocracia”, comenta o secretário de Indústria e Comércio de Ponta Grossa, Paulo Carbonar. Contratado por R$ 363 mil pela Prefeitura, o projeto de engenharia para a readequação das vias já está concluído.
Dono da Braslar aponta precariedade
Sem asfalto, transportadoras enfrentam dificuldades no acesso Distrito Industrial de Ponta Grossa. Nos dias de chuvas, não é raro ver caminhões atolados na lama. Pela manhã de ontem, um veículo a serviço da Braslar Eletrodoméstico precisou da ajuda de um trator para dar continuidade aos serviços. De acordo com o diretor da empresa, Orceli Alves Martins, a situação é a mesma sempre que chove. “Todo mundo sabe da situação, há mais de 20 anos nada foi feito na infraestrutura do distrito. Parece que cada vez mais estamos retrocedendo e voltando à antiguidade”, reclama. “Foram feitas várias reuniões sobre a entrada do distrito desde 2013, mas até agora a Prefeitura não fez nada”, completa.
Informações da Assessoria de Imprensa.





















