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PG é corredor de 30% das exportações

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Fernando Rogala

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Pelas estradas que cortam o município de Ponta Grossa passam quase um terço de todas as exportações de grãos do Brasil. Do total de 80 milhões de toneladas de grãos exportados pelo país, 23,8 milhões de toneladas (30%) saiu dos portos de Paranaguá (Paraná) ou São Francisco do Sul (Santa Catarina). Quase 100% desses grãos exportados no Sul foram produzidos nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná, que utilizam justamente rotas que passam por Ponta Grossa até chegar aos portos. O Brasil é o segundo maior exportador de grãos do mundo.

“Esses quatro estados representam 70% das exportações de grãos. Além do corredor em direção ao Porto de Santos, o outro corredor é o que sai de Mato Grosso, que tem a BR-163 cortando, junta com a produção do Mato Grosso do Sul, entra no Paraná, que também tem muita plantação, e desce até Paranaguá, passando aqui por Ponta Grossa. As exportações de Goiás também passam por aqui”, relata José Alberto Moita, presidente da CCR Rodonorte, concessionária que administra as estradas que cortam Ponta Grossa. Ou seja: parte dessa produção agrícola dos estados chega a Ponta Grossa, provenientes de rodovias como a PR-151, BR-376 (que recebe trafego da BR-153, a ‘Transbrasiliana’) e BR-373, se encontrando no viaduto Eurico Batista Rosas, onde rumam pela Avenida Presidente Kennedy (trecho urbano da BR-376) até Curitiba, para a carga ser endereçada para Paranaguá ou São Francisco do Sul.

Cabe destacar, ainda, que Ponta Grossa concentra o maior polo moageiro de América Latina, onde estão sediadas empresas multinacionais como a Bunge, Cargill e Louis Dreyfus. Além de absorver parte da produção nacional, as indústrias importam grãos de outros países, como Paraguai, para fazer o processamento. A maior parte do transporte utilizado até os portos no Sul é o rodoviário. “Este é o segundo maior corredor exportador do Brasil. É um corredor que o agronegócio brasileiro se utiliza dele, que tem 21% do PIB brasileiro e garante o superávit da balança comercial há anos”, completa Moita.

Alex Melotto, diretor executivo da Fundação MS (Pesquisa e Difusão de Tecnologias Agropecuárias do Mato Grosso do Sul), relata que há dois motivos pelos quais a rota por Ponta Grossa é utilizada. “Uma é a distância da rota, relativamente curta até o porto, e a estrutura disponível, seja o acesso e as condições de conservação dessas vias, que facilita o transporte”, diz.

Trânsito diário é de 17 mil caminhões

Com a crescente previsão da produção agrícola (de elevação de 5,6% nesta safra 2015, segundo a Conab), o setor de transporte encontra em Ponta Grossa o maior gargalo logístico neste corredor de exportação. Os números mais recentes da Rodonorte mostram que 17 mil caminhões por dia circulam pela região, com a projeção de que esse número suba para 22 mil em 2020. Isso reforça a necessidade da construção de um contorno pelo município, obra que seria importante não apenas para reduzir o transito na área urbana da cidade, mas para aprimorar a logística das exportações nacionais. “Toda medida que facilita a rodagem é benéfica para o setor, reduzindo os custos e ampliando a capacidade de escoamento. Essa obra do ‘anel’ pode melhorar a capacidade de escoamento na fazenda”, completa Alex Melotto.

Informações do Jornal da Manhã.

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