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Contorno Norte é prioridade , mas falta dinheiro para as obras

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A construção do Contorno Norte em Ponta Grossa (ligando as BRs 376 e 373, passando pela PR 151), foi alvo de debate em uma reunião na noite de segunda-feira (15) na Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG). Na ocasião, o presidente da CCR Rodonorte, José Alberto Moita, expôs um estudo elaborado pela empresa que mostra a necessidade da obra para o Município, o Estado e o País. Ela representa uma solução para o corredor rodoviário que serve para a escoação da safra de grãos até os portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC), além de garantir maior segurança para o perímetro urbano das rodovias que cortam a cidade. As informações são do Blog do Doc.Com.

No encontro na ACIPG, empresários, parlamentares e cidadãos que acompanharam a discussão foram unânimes em dizer que a obra é prioritária. No entanto, o que se discute é a viabilização dela. Com um custo estimado em mais de meio bilhão de reais, o Contorno Norte não sairá com recursos do Governo Federal, como se pretendia num primeiro momento. A evidência disso é o fato de ter ficado de fora do PAC 3 e também do pacote de obras que vão compor as privatizações do Governo Federal junto à iniciativa privada, projetado em quase R$ 200 bilhões.

PPP é a alternativa

A alternativa para que o Contorno Norte seja viabilizado em curto ou médio prazo é a Parceria Público Privada (PPP). Para isso, Governo Federal, Governo do Estado e CCR Rodonorte devem chegar a um entendimento. Tanto na reunião no Ministério dos Transportes, em abril, como no encontro promovido pela ACIPG, a concessionária afirmou que faz a obra, em cerca de dois anos, mas que, para isso, é necessário ter o aval da União e do Estado. As rodovias são de competência da União, mas estão sob o domínio do Estado, que é quem tem o contrato com a concessionária até 2021.

Diante da falta de recursos públicos generalizados, incluindo Estado e União, a solução é procurar investimentos privados. No caso do Contorno Norte, isso passa pela prorrogação do contrato entre Estado e Concessionária, para compensar o investimento milionário a ser feito de forma imediata. Somente para o projeto da obra, serão necessários entre 10 a 15 milhões. Segundo Moita, se tudo fosse resolvido e a obra pudesse ser iniciada neste mês, por exemplo, em junho de 2018 estaria pronta.

Comitiva vai a Beto Richa

Na reunião na ACIPG, o presidente da entidade, Nilton Fior, contou que uma comitiva de lideranças locais e regionais será formada para ir até o governador Beto Richa (PSDB) levar a reivindicação. O mesmo já aconteceu na ocasião da ida ao Ministério dos Transportes. Como o contrato de concessão está firmado entre empresa e Estado, a iniciativa para prorrogá-lo, e assim viabilizar a obra, deve partir do governador.

O precedimento seria o seguinte: o governador solicita à União a ampliação do período pelo qual o Estado ficará responsável pelas rodovias, e depois negocia com o empresa a forma de prorrogação do contrato de concessão. Questões como o tempo de prorrogação e o valor a ser cobrado pelo pedágio devem fazer parte dessa negociação.

Benefícios

Para os pontagrossenses, o que importa é que a obra saia, diante da extrema importância para aumentar a segurança das estradas que cortam a cidade e para impulsionar o crescimento industrial do Município, que já vive um momento singular nesse setor. Para o Estado e para a União é satisfatório por ver um gargalo rodoviário solucionado, com melhoria significativa no sistema viário de transporte da produção agrícola. O que falta, então, é vontade política dos governantes, o que está sobrando por parte das lideranças locais, quando o assunto é o Contorno Norte. Se não for agora, ficará somente para 2021, quando um novo contrato de concessão será discutido. O problema é que o progresso não pode esperar.

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